Resumo
Propomo-nos no presente artigo uma reflexão acerca das epistemologias do sul de Boaventura de Sousa Santos, inter-relacionando este conceito com a prática do trabalho do ator/bailarino do Arkhétypos Grupo de Teatro e com a poética dos elementos (BACHELARD, 2013). A partir de um processo de investigação e pesquisa chegamos ao sul corpóreo, terminologia que situa o corpo como um lócus epistêmico de resgate de saberes relegados e/ou marginalizados no processo de colonização das Américas, e que integra a prática artística do ator/bailarino latino-americano. Através da hermenêutica diatópica e da poética dos elementos propomos uma alternativa para a descolonização do imaginário e consequentemente da Arte que busca romper com os padrões europeus e que encontra na prática intercultural uma alternativa para a trans-modernidade (DUSSEL, 1994).

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