Cartografia do invisível/café da manhã - primeira edição
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Palavras-chave

Documento artístico

Resumo

Um passeio pelos territórios existenciais do Projeto Hotel Medea, criado Por Persis-Jade Maravala e Zecora Ura. Cartografar é caminhar; é vagar por uma geografia dos afetos compondo territórios existenciais. Os afetos, assim como diz Espinosa, são forças invisíveis que nos atravessam e podem aumentar ou diminuir nossa potencia de vida. A cada encontro que vivemos, agimos e padecemos sob influencia dessas forças e do jogo fluido entre elas se desenha o que cotidianamente chamamos de “eu” ou “você”. Potencia de vida é o desejo que “eu” e “você” temos de autogerir nossa existência, de nos mantermos vivos. Desejo, ainda segundo Espinosa, enquanto empenho, artificio, agenciamento. Os territórios existenciais são sempre processuais, temporários; compõem-se e decompõem-se no compasso do ritmo das intensidades dos desejos. Assim, o cartógrafo se desafia a escutar o que pulsa ao redor e se deixar levar. Mas, deixar-se a si mesmo exige sempre um esforço entre as intensidades que nos afetam e toda a organização que insiste em dar forma ao caos. E é dessa tensão fecunda entre tudo que foge dos planos de organização dos territórios e a representação dos mesmos que a cada micro-instante o motor da criação vai se ativando. Essa tensão paradoxal é o motor do processo de criação, o que gera os seus movimentos. A única regra que o cartógrafo assume é a defesa da vida. Esta cartografia articulada por Flávio Rabelo, realizada com alguns artistas do Projeto Hotel Medea (hotelmedea.co.uk), faz parte da sua pesquisa de doutorado "Cartografia do Invisível: paradoxos dos movimentos de expressão do Corpo-em-arte". Pesquisa em realização no programa de Pós Graduação do Instituto de Artes da UNICAMP, com orientação de Renato Ferracini e bolsa FAPESP. Para mais fotos da cartografia acesse: cartografiadoinvisvel.tumblr.com. Cartografia realizada durante o café da manhã que encerra o evento, às 6hs da manhã, ao longo da temporada de Hotel Medea na Hayward Gallery, South Bank Centre; participando do Festival of the World, em agosto e setembro de 2012.

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