Resumo
Introdução: A preservação digital constitui elemento central para assegurar a continuidade do acesso, a autenticidade e a integridade do patrimônio científico mantido por repositórios institucionais. No Brasil, embora haja avanços na consolidação de repositórios interoperáveis e no fortalecimento das políticas de acesso aberto, ainda persistem lacunas normativas relacionadas à preservação digital de longo prazo. Objetivo: Analisar políticas institucionais, normativas nacionais e a literatura científica recente sobre preservação digital aplicada a repositórios institucionais brasileiros, e das instituições parceiras da Rede Cariniana. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de natureza descritiva, com abordagem qualitativa, fundamentada em análise documental e bibliográfica, centrada nas políticas de preservação digital adotadas por instituições integrantes da Rede Cariniana do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Resultados:Os resultados evidenciam que um número reduzido de instituições dispõe de políticas formais, completas e publicamente acessíveis de preservação digital. Nesse contexto, destaca-se a Política de Preservação Digital da Rede Cariniana, coordenada pelo IBICT, concebida como um modelo orientador para subsidiar a elaboração de políticas institucionais próprias. Conclusão: Conclui-se que o fortalecimento da governança da preservação digital no Brasil depende da formalização de políticas institucionais alinhadas aos padrões internacionais e às normativas nacionais vigentes, de modo a assegurar a preservação e o acesso contínuo aos objetos digitais científicos a longo prazo.
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