Pouco tempo depois de sua reabertura, a escola sofreu influência do revezamento dos
partidos monárquicos no poder. Com a queda do Partido Conservador, governo no qual fora
criada, entrou para a presidência da Província o liberal João Batista Pereira, que, três meses
depois, fechou temporariamente a Escola Normal, através do ato de 9 de maio de 1878.
De acordo com Monarcha (1999), a escola foi reaberta pela Lei n. 130, de 25 de abril
de 1880. Em 1880 e 1881, funcionou no andar térreo do Fórum Cível, à sua direita ficavam as
escolas anexas. Em 1881, a Escola Normal foi transferida do edifício do Tesouro Provincial
para a sua nova sede, à Rua da Boa Morte, n. 39. Com a instauração da República, Francisco
Rangel Pestana apelou ao novo governador do estado, Prudente de Moraes, que procedesse a
uma reforma no ensino. Prudente de Moraes encarregou Rangel Pestana de elaborar a reforma,
publicada em 12 de março de 1890, na qual converteu as escolas modelos em anexas. O prédio
em que estava instalada a Escola Normal, não comportava acomodação de duas escolas anexas,
desta forma, elas foram instaladas nos fundos da Ordem Terceira do Carmo.
Em 1890, uma reforma liderada por Antonio Caetano de Campos foi implementada,
marcando a história da escola. Foram criadas as escolas modelo, classes primárias anexas à
Escola Normal, cujo objetivo era contribuir com a formação de professores, permitindo a
prática de normalistas e desenvolver um padrão de ensino para nortear as escolas oficiais. A
Escola Normal teve sua parte propedêutica ampliada, com a inclusão de novas matérias.
O novo edifício da escola, construído na Praça da República, tornou-se um símbolo da
Primeira República e um testemunho da importância atribuída à educação. O edifício, substituiu
o plano de construção de uma catedral, refletindo os valores seculares da nova república. A
partir da reforma de 1890, a escola se tornou um centro de inovação educacional, incorporando
novas abordagens pedagógicas, como as "lições de coisas" baseadas nos métodos de Norman
A. Calkins. Professoras-diretoras de formação norte-americana foram contratadas para orientar
os alunos em suas práticas de magistério, aprimorando ainda mais a reputação da escola.
Ao longo do tempo, o programa de ensino se expandiu, incluindo matérias como
Psicologia, e a estrutura da escola passou a incluir uma escola primária, uma escola
complementar e um jardim de infância, todos servindo como campos de treinamento prático
para futuros professores.
Entre as décadas de 1900 e 1930, o prédio passou por manutenções periódicas e
pequenas reformas, com o objetivo de preservar a integridade da estrutura original e,
simultaneamente, adaptá-la às necessidades crescentes da Escola Normal. Nesse período,
também se verificou a constante atualização de equipamentos e materiais didáticos, em