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DOCUMENTO
VALORIZAÇÃO E PROTEÇÃO DOS CEMITÉRIOS DE SABARÁ-MG COMO
PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DA CIDADE
Fernanda Cristina Verediano
Escola Superior Dom Helder Câmara, Belo Horizonte, Brasil
fernandaverediano@gmail.com
Maraluce Maria Custódio
Escola Superior Dom Helder Câmara, Belo Horizonte, Brasil
maralucemc@gmail.com
Beatriz Souza Costa
Escola Superior Dom Helder Câmara, Belo Horizonte, Brasil
biaambiental@yahoo.com.br
RESUMO
O propósito deste texto é investigar se os cemitérios construídos na cidade de Sabará, que
integram o patrimônio histórico e cultural local, estão sendo protegidos e valorizados pelo poder
público. Para isso, além de uma pesquisa bibliográfica em documentos relacionados ao objeto
de estudo, foram realizadas visitas aos locais e entrevistas com membros da Secretaria de
Patrimônio da Prefeitura. Durante a pesquisa, constatou-se que, em várias regiões do país,
alguns cemitérios são considerados pontos turísticos e atraem inúmeros visitantes devido à forte
conexão histórica e cultural que possuem com a comunidade local. Em muitos casos, pessoas
ilustres, como ex-presidentes, artistas, líderes políticos e escritores foram sepultadas nos lugares
em que suas trajetórias mais se destacaram, transformando essas necrópoles em espaços de
aproximação com a história. De maneira semelhante, os cemitérios de Sabará possuem esse
potencial, pois foram construídos em conjunto com outros monumentos históricos, como
igrejas, chafarizes e praças. Além de apresentarem jazigos com valor escultural, abrigam os
restos mortais de figuras importantes, mas carecem de manutenção adequada. Assim, torna-se
indispensável que os órgãos públicos responsáveis desenvolvam um projeto de revitalização
desses espaços, garantindo sua preservação e valorização como parte do patrimônio cultural da
cidade. O texto utiliza uma pesquisa exploratória, analisando documentos, registros
fotográficos e dados obtidos durante visitas realizadas.
Palavras-chave: Cemitério. Patrimônio. Preservação. Sabará, MG.
INTRODUÇÃO
Além das praças, igrejas e chafarizes, as cidades também contam com os cemitérios,
que possuem um valor afetivo significativo, sendo carregados de memória material e espiritual,
além de uma paisagem característica e simbólica do município que os abriga. Trabalhos que
investigam a construção e o papel desses cemitérios geram discussões enriquecedoras nos
âmbitos ambiental, emocional, filosófico e religioso.
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Nesse contexto, surge a questão central deste texto: os cemitérios de Sabará,
reconhecidos como patrimônios culturais da cidade, estão sendo devidamente valorizados e
cuidados pelos órgãos responsáveis?
A temática da morte está intimamente entrelaçada com sentimentos e valores que não
podem ser mensurados quantitativamente, que muitos cemitérios são moldados por crenças
religiosas. Em cidades históricas como Sabará, é comum que esses espaços estejam situados ao
lado de igrejas, reforçando seu papel simbólico e cultural. Contudo, a lembrança dos cemitérios
frequentemente é associada à perda de entes queridos, ofuscando o valor histórico que essas
construções possuem para a cidade.
Como patrimônio cultural, os cemitérios narram a história e refletem a identidade de
uma comunidade, sendo fundamentais para o fortalecimento do senso de pertencimento e
orgulho local. Além disso, ao serem protegidos e valorizados, esses espaços podem impulsionar
o turismo cultural, gerando benefícios econômicos para a cidade e promovendo a preservação
da diversidade cultural e do legado artístico.
Para responder à questão proposta, o texto utiliza uma pesquisa exploratória, analisando
documentos, registros fotográficos e dados observados durante as visitas realizadas aos locais,
buscando compreender como a política de conservação desses cemitérios é conduzida pelos
órgãos públicos.
ANÁLISE HISTÓRICA DOS CEMITÉRIOS DA CIDADE DE SABARÁ
A eleição de determinados elementos culturais como patrimônio nacional contribui para
a construção de uma narrativa histórica específica do país. Essa história não é neutra; ela emerge
de um contexto local e é moldada por indivíduos e grupos com interesses próprios. Dessa forma,
a configuração do patrimônio cultural materializado reflete as influências desses fatores. Ao
mesmo tempo em que a representação desse passado cria uma narrativa que atende a interesses
particulares, ela também suprime outras narrativas possíveis, deixando de lado perspectivas que
poderiam enriquecer a compreensão da história coletiva (Demarchi, 2019).
Assim como defini Choay (2006):
O patrimônio cultural é a expressão que designa um bem destinado ao usufruto
de uma comunidade que se ampliou a dimensões planetárias, constituído pela
acumulação contínua de uma diversidade de objetos que se congregam por seu
passado comum. (Choay, 2006, p. 1).
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O conceito de patrimônio histórico educativo abrange o conjunto de bens materiais e
imateriais que possuem valor simbólico para a comunidade, representando a memória coletiva
e os marcos significativos da história educacional e cultural de uma sociedade. Tal como ocorre
com o patrimônio histórico e cultural em geral, esses bens refletem as experiências, valores e
identidades construídas ao longo do tempo, muitas vezes protegidas e materializadas por
poderes instituídos. No entanto, a partir de uma perspectiva democrática e inclusiva, é possível
resgatar narrativas que evidenciem personagens e contextos historicamente marginalizados,
permitindo a construção de uma memória mais significativa, diversa e plural (Joh, 2012).
Dentro desse contexto, a cidade de Sabará destaca-se por sua riqueza em patrimônio
histórico e cultural, apresentando amplas possibilidades de integrar a preservação de sua
memória educativa a ações voltadas para a valorização social e cultural. Tais iniciativas podem
fomentar o engajamento tanto da sociedade civil quanto dos órgãos públicos no
desenvolvimento de estratégias que promovam a identificação, proteção e preservação de bens
e lugares de memória, fortalecendo sua relevância na contemporaneidade.
As ações educativas voltadas para a valorização do patrimônio cultural do município
exercem um papel essencial na preservação da memória coletiva e no fortalecimento da
identidade local. Iniciativas como visitas guiadas e oficinas pedagógicas em locais
emblemáticos, como o cemitério e o teatro municipais, proporcionam ao público uma
oportunidade singular de vivenciar a história da cidade, conectando-se com personagens que
marcaram sua trajetória. Esses espaços, carregados de significado cultural, podem ser
transformados em verdadeiras salas de aula, promovendo um aprendizado contextualizado e
imersivo.
Além disso, projetos interdisciplinares realizados nas escolas podem evidenciar a
relevância de figuras importantes, como José de Figueiredo Silva (Clarck, 2023), reconhecido
por sua incansável luta em defesa dos oprimidos, e Dona Bilú Figueiredo, uma educadora tão
admirada que nome a uma escola local. De forma complementar, materiais multimídia,
exposições e debates culturais têm o potencial de destacar as contribuições de personalidades
como o escritor Aníbal Machado, o pioneiro siderúrgico Louis Jacques Esch e o artista
Aleijadinho, cujas obras continuam a transcender o tempo. Essas ações não apenas preservam
a memória histórica, mas também inspiram as novas gerações a reconhecerem a importância do
passado na construção de um futuro mais consciente e profundamente conectado às suas raízes
culturais.
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A prática de enterramento de corpos remonta a cerca de 100 mil anos antes da nossa era,
mas apenas por volta de 10 mil anos a.C. surgiram registros de sepulturas agrupadas, fato
essencial para o surgimento dos primeiros cemitérios (Almeida; Macedo, 2005).
Apesar de inevitável, a morte e os cemitérios ainda são temas rodeados de tabus e
preconceitos. Muitas pessoas demonstram pouco interesse por esses assuntos, embora sejam
parte intrínseca da existência de todos os seres vivos (Costa; Custódio, 2014).
Reis (1991) destaca que, durante muito tempo, as igrejas consideradas os edifícios
mais belos das cidades eram vistas como a casa do Senhor, abrigando santos, anjos e também
os mortos, que aguardavam a ressurreição prometida no fim dos tempos. Os sacerdotes
pregavam que as igrejas representavam a entrada para o Paraíso, e o hábito de enterrar os mortos
no interior dos templos reforçava os laços entre vivos e falecidos. Essa prática mantinha a
memória dos entes queridos viva nas orações e promovia a sensação de que os mortos ainda
participavam das decisões da comunidade, uma vez que, por muito tempo, as igrejas também
funcionaram como tribunais, recintos eleitorais, salas de aula e locais para debates políticos.
Naquele período, todo católico tinha o direito de escolher em qual igreja seria sepultado.
Qualquer tentativa de influência por parte de religiosos para direcionar essa escolha era
severamente punida pela congregação. As viúvas, por exemplo, eram comumente enterradas
junto aos seus maridos, respeitando a tradição da unidade familiar (Reis, 1991).
A partir do século XVIII, no entanto, os sepultamentos passaram a ser realizados fora
dos templos religiosos e hospitais, ocorrendo em locais específicos, ao ar livre, e geralmente
distantes dos centros urbanos. Para economizar, muitos municípios optaram por instalar
cemitérios em áreas de baixo valor comercial (Felicioni, 2007).
Campos (2007) explica que a palavra "cemitério" tem origem no grego Koumeteriane e
no latim Coemeteriun, ambos significando "dormitório", ou seja, o lugar onde se repousa.
Outras expressões sinônimas incluem necrópole, sepulcrário, campo-santo, cidade dos pés
juntos e última morada. Foi o cristianismo que popularizou o termo como sinônimo de um
espaço de descanso após a morte.
Nas cidades históricas mineiras, os primeiros cemitérios surgiram dentro das igrejas, no
final do século XVII e início do século XVIII. Em algumas delas, como a Igreja de Nossa
Senhora do Carmo, em Sabará, ainda hoje é possível observar números no piso que indicavam
a localização das sepulturas utilizadas na época, como mostrado na Figura 1.
O enterro dentro das igrejas era uma prática obrigatória, regulada por tradições antigas
e critérios de civilidade. No entanto, o local de sepultamento deveria ser digno, oferecendo
conforto às famílias e alívio às almas dos falecidos. Com o tempo, questões sanitárias exigiram
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a transferência dos enterros para locais abertos, mais adequados às necessidades de saúde
pública (Rezende, 2019).
FIGURA 1- Covas enumeradas no piso da Igreja de Nossa Senhora do
Carmo na cidade de Sabará.
Fonte: VEREDIANO, Fernanda Cristina. 19 maio 2023.
Após a proibição dos sepultamentos no interior das igrejas, no século XIX, surgiram
cemitérios construídos por diversas irmandades e ordens terceiras, anexos aos templos
religiosos. Isso refletia o desejo da população devota de manter seus entes queridos próximos,
garantindo-lhes a salvação e a proximidade das orações da comunidade (Rezende, 2019).
CEMITÉRIOS DA CIDADE
O levantamento histórico sobre os cemitérios de Sabará foi realizado a partir de um
dossiê do departamento de patrimônio da prefeitura. A pesquisa incluiu recortes de jornais
antigos, depoimentos de moradores, representantes de irmandades religiosas e livros de autores
locais. Esse estudo foi conduzido por Ricardo Augusto Neves, funcionário da secretaria de
patrimônio, em fevereiro de 2017.
O primeiro cemitério de Sabará, situado ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora da
Conceição, foi construído em 1710 pela Irmandade de Nossa Senhora do Amparo, quando a
população local era de cerca de mil habitantes. Sua desativação ocorreu gradualmente:
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inicialmente, os enterros foram limitados aos membros da irmandade, e posteriormente apenas
às famílias que possuíam uma cova registrada.
Atualmente, o cemitério não realiza novos sepultamentos e carece de manutenção, como
observado durante uma visita em 19 de maio de 2023, documentada na Figura 2. No entanto,
as famílias proprietárias podem transferir restos mortais de outros cemitérios, após os prazos
regulamentares cinco anos para o municipal e três anos para o particular Terra Santa ,
armazenando-os em pequenas caixas nas covas familiares (Neves, 2017).
Esse contexto revela a complexidade das práticas funerárias locais, marcadas tanto pela
tradição quanto pelas mudanças sanitárias e culturais que moldaram a organização da cidade ao
longo dos séculos.
FIGURA 2- Sepultura presente no cemitério ao lado da
Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
Fonte: VEREDIANO, Fernanda Cristina. 19 maio 2023.
O jazigo perpétuo apresentado na Figura 2 é uma elegante sepultura confeccionada em
mármore do tipo diamante negro, com um crucifixo em destaque. Nas laterais, encontram-se
gravados os nomes de todos os membros da família ali sepultados. Já na Figura 3, é possível
observar outra sepultura localizada no Cemitério da Matriz de Nossa Senhora da Conceição,
desta vez feita em mármore calacatta oro.
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FIGURA 3- Sepultura presente no cemitério ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora da
Conceição - Mármore calacata Oro.
Fonte: VEREDIANO, Fernanda Cristina. 19 maio 2023.
O segundo cemitério de Sabará foi erguido em 1725 no bairro do Pompéu, ao lado da
Capela de Santo Antônio do Pompéu, quando a população local contava com cerca de dois mil
habitantes (Neves, 2017).
Em 1838, a Irmandade de Nossa Senhora do Carmo inaugurou um cemitério exclusivo
para os fiéis dessa ordem. Nessa época, a cidade possuía aproximadamente três mil e quinhentos
habitantes. O cemitério foi instalado em frente à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, construída
entre 1763 e 1828 (Fonseca, 2023). O local ainda se encontra em funcionamento, embora
continue a ser restrito aos membros da irmandade, como pode ser observado na Figura 4 abaixo,
capturada durante uma visita em 20 de maio de 2023.
Esses cemitérios refletem a relação entre as práticas religiosas e funerárias na cidade ao
longo do tempo, assim como a permanência de rituais de pertencimento e que conectam as
comunidades locais ao seu patrimônio cultural e histórico.
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FIGURA 4 - Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo,
em frente a igreja de mesmo nome.
Fonte: VEREDIANO, Fernanda Cristina. 20 maio 2023.
A fachada do Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo se assemelha à Igreja
de Nossa Senhora do Carmo localizada a frente ao cemitério, como mostra a Figura 5. Nesse
contexto explicita Clark:
Quando os turistas visitam o cemitério, há um interesse pelo local, que ainda
possui alguns jazigos no solo, embora a maioria dos túmulos esteja
verticalizada nas paredes. Os nomes gravados nas paredes evocam lembranças
de pessoas que desempenharam papéis significativos na construção da cidade
e na dedicação à irmandade. Um exemplo é o Sr. Mário Guerra, um católico
fervoroso, que foi pioneiro ao fundar a primeira Faculdade de Ensino Superior
do município. Ele faleceu em fevereiro de 2022, e seu nome permanece como
parte importante da memória coletiva da cidade. A presença de tais
homenagens no cemitério reforça a conexão entre a história local, as figuras
que contribuíram para o seu desenvolvimento e o respeito à tradição e à fé da
comunidade. (Clark, 2022, p. 1).
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FIGURA 5 - Igreja de Nossa Senhora do Carmo à direita e o cemitério à esquerda.
Fonte: VEREDIANO, Fernanda Cristina. 20 maio 2023.
O cemitério municipal de Sabará, inaugurado em 1881, foi fundado em um período em
que a cidade contava com seis mil habitantes. Localizado no centro da cidade, ao lado da
capela de Nossa Senhora do Pilar, o cemitério permanece até hoje, como pode ser observado
na Figura 6, visitada em 19 de maio de 2023 (Neves, 2017).
Desde sua fundação, a população de Sabará cresceu consideravelmente, alcançando
129.372 habitantes no último censo de 2022. Devido ao tamanho limitado do cemitério
municipal, atualmente os enterros são, em sua maioria, realizados no Cemitério Parque Terra
Santa, que foi instalado na cidade em 2007 para atender à crescente demanda (IBGE, 2022).
FIGURA 6 - Cemitério Municipal ao lado da capela de Nossa Senhora do Pilar.
Fonte: VEREDIANO, Fernanda Cristina. 19 maio 2023.
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O corpo do artista Robson Rocha, que fazia trabalhos para a DC Comics desenhando
personagens como Aquaman e Lanterna Verde, morreu em decorrência da Covid-19, e foi
enterrado no Cemitério Municipal de Sabará, em julho de 2021 (Leocádio, 2021). Clark
demonstra, em sua pesquisa, que:
O advogado sabarense José de Figueiredo Silva, conhecido por sua atuação
em defesa dos humildes e oprimidos, também está sepultado no cemitério
municipal de Sabará. Figueiredo Silva, que foi apelidado pelo ex-presidente
Juscelino Kubitschek de "advogado geral contra o Estado", dedicou sua
carreira à luta pelos direitos dos desfavorecidos. Sua irmã, Dona Bilú
Figueiredo, professora muito importante para a cidade, também repousa no
local, sendo homenageada com uma escola estadual que leva seu nome.
(Clark, 2016, p. 1).
Além de Figueiredo Silva e Dona Bilú, muitas outras famílias que
desempenharam um papel fundamental na construção de Sabará têm jazigos
nesse cemitério, onde membros da mesma linhagem foram sepultados ao
longo dos anos. Contudo, a falta de valorização desse espaço histórico pode
ser a razão pela qual figuras ilustres que passaram pela cidade, como o escritor
Aníbal Machado, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, o escultor
Aleijadinho, que passou grande parte de sua vida em Sabará produzindo suas
obras, e o siderurgista luxemburguês Louis Jaques Esch, primeiro engenheiro-
diretor da companhia Belgo-Mineira, não deixaram seus restos mortais no
município. (Clark, 2021, p. 1).
Em 1893, o cemitério do distrito de Ravena foi construído para atender a população
rural de Sabará, que já contava com mais de sete mil habitantes na época. Localizado próximo
à Igreja Matriz Nossa Senhora da Assunção e a noroeste da caverna Gruta do Eremita, esse
cemitério foi um passo importante para ampliar a infraestrutura funerária da cidade,
possibilitando que os moradores da zona rural tivessem um local adequado para sepultamento.
o Cemitério Cristo Luz, pertencente à igreja de mesmo nome no bairro Nações
Unidas, foi fundado em 1970 e segue atendendo a comunidade local até os dias de hoje. O local
é conhecido por abrigar jazigos antigos, sendo que um deles se destaca por sua beleza e
singularidade. Como ilustrado na Figura 7, registrada durante visita realizada em 22 de maio de
2023, esse jazigo exibe uma escultura impressionante: uma réplica em menor escala do Cristo
Redentor, que repousa sobre uma estrutura de mármore. Embora a identidade do artista
responsável pela obra não seja conhecida, a escultura atrai a atenção pela sua grande beleza e
por ser um marco histórico e artístico no cemitério.
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FIGURA 7 - Sepultura presente no cemitério Cristo Luz da igreja do bairro Nações Unidas.
Fonte: VEREDIANO, Fernanda Cristina. 22 maio 2023.
O Cemitério Parque Terra Santa, inaugurado em 2007, recebeu a concessão do
município de Sabará para prestação de serviços funerários em formato de cemitério parque por
25 anos, com possibilidade de prorrogação. Localizado às margens da rodovia MG-05, no km
05, na zona urbana da cidade, o cemitério é privado e horizontal, predominantemente coberto
por jardins e sem construções tumulares, oferecendo seis mil covas para sepultamento. As
pessoas enterradas nesse local podem permanecer no cemitério por um período de três anos.
Em uma celebração inusitada, no dia 28 de maio de 2023, seis casais se casaram no
Cemitério Parque Terra Santa, surpreendendo muitos presentes. A ideia, proposta por Vivianne
Brasil, presidente da empresa de serviços funerários que organizou a cerimônia, visava provocar
uma reflexão sobre a importância de viver o presente e ressignificar os espaços. A celebração
foi realizada com o intuito de transformar o ambiente, tradicionalmente ligado à morte, em um
ponto de reflexão sobre a vida (Politi, 2023).
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CEMITÉRIOS EM OUTRAS LOCALIDADES VISTOS COMO PONTOS DE
TURISMO
A mudança dos cemitérios para locais afastados das igrejas, nos centros urbanos,
possibilitou novas práticas e transformações desses espaços. De acordo com Nogueira (2013),
os cemitérios passaram a ser locais de exposição da riqueza das classes mais favorecidas, cujos
túmulos eram verdadeiras obras de arte, tanto pelo material utilizado quanto pela escolha dos
artistas e pela grandiosidade das construções. Esses túmulos, além de serem um símbolo de
status, passaram a ocupar espaços privilegiados, criando uma nova dinâmica para o uso desses
locais, que muitas vezes se tornaram pontos de turismo. Nesse ponto, ainda explica Nogueira:
Como os cemitérios estavam distantes das casas e igrejas, acreditava-se que
os mortos precisavam encontrar abrigo e aconchego em seus túmulos. Por
isso, muitos túmulos eram réplicas reduzidas de igrejas e capelas ou se
assemelhavam com as casas de seus proprietários em vida. Além de garantir
ao falecido um lugar no céu, a intenção era que na terra o corpo recebesse
proteção, como uma coberta que preservasse a memória e a integridade do
corpo, protegendo-o das intempéries. Essa simbologia estava relacionada ao
desejo de cuidar do morto, mantendo-o sob a proteção familiar e assegurando
a conservação do corpo para a eternidade. (Nogueira, 2013, p. 12).
Retratando ainda sobre os cemitérios fora de Minas Gerais, Nogueira chama atenção:
[...] O Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, é um exemplo de
necrópole de grande importância histórica. Localizado no bairro Botafogo,
esse cemitério se tornou o local de descanso final para ex-presidentes do
Brasil, políticos influentes, militares, artistas de renome nacional e membros
da alta burguesia carioca. Devido à sua localização privilegiada, o cemitério
preservou a história e a memória da sociedade, tornando-se um elo entre o
passado e o presente. Essa preservação fez do cemitério um patrimônio
cultural de grande valor para a cidade e para o país. (Nogueira, 2013, p. 39).
Também Ribeiro ensina que os visitantes do Cemitério da Consolação, na cidade de São
Paulo, se deparam com um espaço repleto de mudanças que marcaram a história do Brasil. Ao
percorrer suas ruas e alamedas, é possível perceber a presença do Brasil Império, com diversos
túmulos de personalidades nobiliárquicas, como a Marquesa de Santos e o Barão de
Itapetininga. Também se observa a ascensão da República do Café-com-Leite, representada
pelos túmulos dos presidentes Washington Luís e Prudente de Moraes (Ribeiro, 2007).
O cemitério, supracitado, revela a decadência de famílias tradicionais como os Prado e
os Álvares Penteado, e a transição de poder que aconteceu com os imigrantes Matarazzo, Jafet,
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Calfat e Crespi, ligados à indústria paulista. Além disso, o espaço também carrega a memória
do movimento Tenentista e das revoluções de 1924 e 1932, e reflete o auge cultural da Belle
Époque com a Semana Modernista, destacando jazigos de figuras como Tarsila do Amaral,
Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Monteiro Lobato. Uma lista extensa e rica em história
que traduz o dinamismo de São Paulo e do Brasil ao longo de sua trajetória (Ribeiro, 2007).
O Cemitério do Morumbi, também em São Paulo, apresenta uma proposta paisagística,
rompendo com a ideia de um cemitério fúnebre e trazendo uma sensação de paz e meditação.
Este local atrai turistas, especialmente aqueles de origem japonesa, interessados nos túmulos de
personalidades como a cantora Elis Regina e o piloto Ayrton Senna (Ribeiro, 2007).
Em Belo Horizonte, o Cemitério do Bonfim segue os moldes modernos da capital
mineira, com espaços organizados e iluminados que transmitem uma sensação de modernidade.
Seu valor histórico e cultural foi reconhecido em 1977 pelo IEPHAMG, quando o edifício do
Necrotério (Capela) foi tombado, destacando-se como uma edificação importante para a cidade
e para o Campo Santo (Mundim, 2011).
na cidade de São João Del Rey, em Minas Gerais, o Cemitério de São Francisco,
fundado em 1833, abriga grandes nomes da história, como João dos Santos Pinto, Balbino da
Cunha e o ex-presidente Tancredo Neves, o que faz com que o local atraia turistas durante todo
o ano (Ferreira, 2016).
REVITALIZAÇÃO PARA CONSERVAR MEMÓRIAS
De acordo com Nogueira (2013), os cemitérios não são apenas espaços para
sepultamento, mas também lugares sagrados que refletem as relações sociais, culturais,
políticas e religiosas de uma sociedade. São locais que guardam um patrimônio arquitetônico
e, ao mesmo tempo, constituem manifestações socioculturais, onde o homem se conecta com o
sobrenatural e com a memória de seus antepassados.
Em uma reportagem publicada em 2015 na Folha de Sabará, Clarck relatou as condições
do cemitério municipal da cidade. O local, apesar de ser bem cuidado à entrada, apresenta áreas
cobertas por vegetação densa. À medida que se caminha mais para dentro, o estado de abandono
se torna mais evidente. Os corredores entre os túmulos estão tomados por capim alto,
dificultando a distinção entre os túmulos e os próprios caminhos. A situação de abandono
persistiu desde então, evidenciando a necessidade urgente de revitalização e preservação da
história do cemitério. Nesse contexto, a responsabilidade do poder público é fundamental para
garantir a conservação e valorização desses espaços históricos.
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Retomando Clark, ele relembra que:
Em outubro de 2019, a prefeitura de Sabará convocou a população para o
recadastramento de sepulturas do cemitério municipal, com o objetivo de
garantir a perpetuidade dos direitos dos munícipes que adquiriram jazigos. A
ação visava regularizar a situação dos túmulos que se encontravam em estado
de abandono, buscando envolver as famílias na conservação e cuidado do local
que abriga os restos mortais de seus entes queridos. Esse recadastramento foi
uma importante iniciativa para promover a manutenção e o respeito ao espaço
sagrado, assegurando que as sepulturas fossem devidamente preservadas e as
famílias tivessem um vínculo mais ativo com o cemitério, cuidando e zelando
por esse patrimônio. (Clark, 2019, p. 1).
Com a Constituição Federal de 1988, houve uma mudança significativa em relação ao
Decreto-Lei n. 25, de 1937, consolidando a ideia de que a preservação do patrimônio cultural
está intrinsecamente ligada ao interesse coletivo da sociedade, e não exclusivamente ao Poder
Público (Henker, 2013).
Nesse contexto, o patrimônio cultural deixou de ser considerado uma responsabilidade
exclusiva do governo, passando a ser visto como um bem comum de toda a população. Garantir
o acesso igualitário ao patrimônio cultural e contribuir para sua preservação ao longo do tempo
passou a ser uma prioridade, com implicações diretas no fortalecimento da identidade e da
história do país (Henker, 2013).
Participando ativamente da proteção do patrimônio, o cidadão exerce sua cidadania
cultural. Ele se envolve diretamente na construção de uma sociedade mais consciente e no
cumprimento do dever imposto pela Constituição de 1988. Essa participação cidadã é crucial
para valorizar a história nacional e assegurar que as futuras gerações possam desfrutar da
herança cultural (Henker, 2013).
No entanto, o distanciamento da morte e o desconforto com a perda de entes queridos,
frequentemente associados ao luto, podem ser fatores que contribuem para o desprezo e a falta
de cuidado com os cemitérios da cidade.
Em Sabará, é possível observar que praças e monumentos de importância histórica,
como a estátua do bandeirante Borba Gato e o Teatro Municipal, são regularmente restaurados
e preservados, refletindo a preocupação com a memória e identidade local. O Teatro Municipal,
por exemplo, foi restaurado em 2019, marcando o bicentenário de sua construção, sendo o
segundo mais antigo do Brasil ainda em atividade (Prates, 2019).
Entretanto, ao realizar a pesquisa sobre os cemitérios da cidade, foi constatado pelos
funcionários da Secretaria de Patrimônio que existe um planejamento para a revitalização
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desses locais, embora ainda não haja uma previsão legal ou anúncio formal por parte da
prefeitura.
Conforme destacado por Munaier (2015), a Lei 13.803, promulgada em 1995,
estabelece a alocação de recursos para os municípios que valorizam sua memória cultural, desde
que atendam a critérios como a criação de uma lei de proteção ao patrimônio, a formação de
um conselho municipal responsável, práticas de tombamento e inventário de bens culturais, e a
realização de ações de restauração. Essa legislação visa promover a preservação da memória e
da história de cada município, melhorando a qualidade de vida local.
Assim como a administração pública de Sabará mantém a integridade de locais
históricos e culturais reconhecidos, deveria se empenhar da mesma forma na preservação dos
cemitérios da cidade, que possuem um enorme valor cultural e histórico a ser conservado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em síntese, os cemitérios de Sabará-MG são mais do que espaços destinados ao
descanso eterno; representam capítulos vivos da memória coletiva da cidade. Ao longo dos
séculos, esses locais testemunharam transformações sociais, culturais e religiosas, refletindo as
práticas funerárias e as relações de pertencimento da comunidade. Reconhecer seu valor como
patrimônio histórico e cultural é fundamental para preservar essas narrativas e assegurar que
futuras gerações compreendam sua relevância na formação da identidade local.
Assim, ações voltadas à conservação, educação patrimonial e divulgação histórica
emergem como pilares indispensáveis para a valorização desses espaços e para a perpetuação
de suas histórias na memória coletiva.
A transformação dos cemitérios em espaços afastados das cidades permitiu que eles se
tornassem verdadeiras exposições de arte e memória. Túmulos ornamentados e arquiteturas
simbólicas passaram a refletir status social e preservar histórias familiares e culturais.
Hoje, muitos cemitérios em muitos locais no país são reconhecidos como patrimônios
históricos e pontos turísticos, atraindo visitantes interessados na arte, na história e nas figuras
notáveis que ali estão sepultadas. Esses espaços integram memória coletiva e cultura,
conectando passado e presente.
A preservação dos cemitérios vai além de sua função como locais de sepultamento,
refletindo a memória, a cultura e a história das comunidades. A falta de cuidado pode
comprometer essa herança, exigindo ações conjuntas do poder público e da sociedade para
revitalizar esses espaços.
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A cidadania cultural se fortalece quando a população se engaja na conservação do
patrimônio histórico. Iniciativas como recadastramentos de sepulturas e a destinação de
recursos legais são passos essenciais para garantir que essas memórias sejam preservadas para
as futuras gerações.
Diante da análise realizada, percebe-se que, embora os cemitérios de Sabará-MG
possuam um valor histórico e cultural inegável, sua preservação ainda enfrenta desafios
significativos. A falta de manutenção adequada e a ausência de políticas públicas efetivas
mostram que esses espaços não estão recebendo a atenção necessária por parte dos órgãos
responsáveis.
Contudo, iniciativas pontuais, como recadastramentos e projetos de revitalização
planejados, indicam uma possibilidade de mudança. Para que essa valorização se concretize, é
indispensável um esforço conjunto entre poder público e sociedade, assegurando que os
cemitérios sejam reconhecidos e preservados como parte essencial do patrimônio histórico e
cultural da cidade.
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