possível manter os materiais originais por meio de estratégias de conservação ou de restauração,
o que é desejável em grande parte das intervenções.
Nem sempre é possível restaurar um material antigo e, neste caso, é necessário o
emprego de materiais em voga para substituir ou complementar o que se perdeu ao longo do
tempo. Isso é uma tarefa difícil que pode resultar em intervenções positivas ou negativas para
o patrimônio cultural. Nesse contexto, os pisos de edificações históricas podem ser perdidos,
seja pelo uso intenso (desgaste, uso inadequado, falta de manutenção e cuidados) ao longo da
sua trajetória, por alguma causa fortuita (incêndio, desabamento ou ações da natureza) ou até
mesmo processos de alterações (perda de resistência mecânica, colonização biológica, insetos
xilófagos, agentes químicos, entre outros).
Debates sobre o processo projetual da intervenção em um patrimônio arquitetônico se
fazem necessários, viabilizando estimular a reflexão dos profissionais e colaborar com atitudes
criativo-conscientes, almejando resultados positivos às cidades (Forte; Sanjad, 2015).
Principalmente em casos nos quais é necessário substituir ou complementar o que foi perdido
ao longo do tempo por desgastes, incêndios, desabamentos, ações da natureza, entre outros tipos
de sinistros, em que a escolha do material deve ser o mais compatível possível com a estética e
funcionalidade do elemento perdido do edifício histórico.
Por isso, almeja-se contribuir na investigação do uso apropriado dos pisos de
porcelanatos mais compatíveis e disponíveis no mercado para serem aplicados em intervenções
frente a contextos preexistentes, junto aos exemplos bem e mal sucedidos da aplicação. Assim,
se encontram as possibilidades de ações mais adequadas ao patrimônio arquitetônico,
objetivando ampliar seu uso/função por mais anos pelos usuários e, consequentemente, trazer
ressignificação à edificação no espaço urbano.
Vale ressaltar que o porcelanato pode ser interessante nas intervenções arquitetônicas
que demandam um piso com características resistentes, ao alto tráfego de pessoas, pois,
patrimônios culturais são alvos de grandes visitações. O mercado cerâmico apresenta o
porcelanato com as seguintes características: I) baixa porosidade, resistência à mancha d’água
e a outros produtos manchantes; II) o preço pode ser um fator atrativo pela diversidade de
fábricas no Brasil; III) a composição material que se diz empregada, garante maior qualidade
técnica em durabilidade na abrasão (parte vitrificada mais resistente) e a testes mecânicos
(suporta altas cargas); IV) apresenta variedades diversas das formas, tamanhos, texturas e
acabamentos das superfícies (madeira, marmorizado, placas cimentícias, pedras rústicas e
nobres, imitação dos ladrilhos, azulejos, etc.), podendo resultar em harmonia com o antigo, pela
variedade de produtos dentro do universo, sendo capaz de ser inserido em uso nas diversas área