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MUSEU PEDAGÓGICO NO COLÉGIO DOM ALANO MARIE DU NODAY EM
PALMAS: APONTAMENTOS PARA UMA RECONSTRUÇÃO HISTÓRICA
Maria de Loudes Leoncio Macedo
Universidade Federal do Tocantins, UFT, Brasil
malutocantins@gmail.com
Isabella Cristina Aquino Carvalho
Universidade Federal do Tocantins, UFT, Brasil
isabellacrisaquinocar@gmail.com
Jerse Vidal Pereira
Universidade Federal do Tocantins, UFT, Brasil
jerse.vidal@mail.uft.edu.br
Jocyleia Santana dos Santos
Universidade Federal do Tocantins, UFT, Brasil
jocyleiasantana@gmail.com
RESUMO
Este estudo discutiu a importância do museu pedagógico e a possível transformação do material
de acervo existente sobre e no Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday, em Palmas,
estado do Tocantins, vir a ser um museu pedagógico. Para tanto, na perspectiva da reconstrução
histórica de Saviani (2008) e ancorado em autores como Trivinos (1987), Gil, (2002) e
Prodanov e Freitas (2013), adotamos um caminho teórico-metodológico baseado em pesquisa
bibliográfica, documental e, por meio de uma análise qualitativa dos dados, ficou demonstrado
a importância da organização dos arquivos escolares para o Museu Pedagógico, mas, sobretudo,
para a compreensão da história da instituição escolar por parte dos pesquisadores. No que tange
ao Colégio Dom Alano de Palmas, verificamos que a dispersão dos referidos acervos se impõe
como um obstáculo para os que se propõem ao trabalho investigativo da instituição.
Palavras-chave: Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday. Museu Pedagógico.
Arquivo escolar. Palmas, Tocantins, Brasil.
MUSEO EDUCATIVO DE LA ESCUELA DOM ALANO MARIE DU NODAY EN
PALMAS: NOTAS PARA UNA RECONSTRUCCIÓN HISTÓRICA
RESUMEN
Este estudio discutió la importancia del museo pedagógico y la posible transformación del
material del acervo existente sobre y en el Colegio Estatal Dom Alano Marie Du Noday, en
Palmas, estado de Tocantins, en un museo pedagógico. Para ello, desde la perspectiva de la
reconstrucción histórica de Saviani (2008) y basándonos en autores como Trivinos (1987), Gil
(2002) y Prodanov y Freitas (2013), adoptamos un enfoque teórico-metodológico basado en la
investigación bibliográfica y documental y, mediante un análisis cualitativo de los datos, se
demostró la importancia de la organización de los archivos escolares para el Museo Pedagógico,
pero, sobre todo, para la comprensión de la historia de la institución escolar por parte de los
investigadores. En lo que respecta al Colegio Dom Alano de Palmas, verificamos que la
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dispersión de dichos fondos se impone como un obstáculo para quienes se proponen realizar
trabajos de investigación sobre la institución.
Palabras clave: Escuela Dom Alano Marie Du Noday. Museo Pedagógico. Archivo escolar.
Palmas, Tocantins, Brasil.
EDUCATIONAL MUSEUM AT THE DOM ALANO MARIE DU NODAY SCHOOL
IN PALMAS: NOTES FOR A HISTORICAL RECONSTRUCTION
ABSTRACT
This study discussed the importance of educational museums and the possible transformation
of existing collection material about and at Dom Alano Marie Du Noday State School in
Palmas, Tocantins State, into an educational museum. To this end, from the perspective of
Saviani's (2008) historical reconstruction and based on authors such as Trivinos (1987), Gil
(2002) and Prodanov and Freitas (2013), we adopted a theoretical-methodological approach
based on bibliographic and documentary research. Through qualitative data analysis, we
demonstrated the importance of organising school archives for the Pedagogical Museum, but
above all for researchers' understanding of the history of the educational institution. With regard
to Colégio Dom Alano de Palmas, we found that the dispersion of these collections is an
obstacle for those who wish to conduct research on the institution.
Keywords: Dom Alano Marie Du Noday State School, Pedagogical Museum. School Archive.
Palmas, Tocantins, Brazil.
MUSÉE ÉDUCATIF DE L'ÉCOLE DOM ALANO MARIE DU NODAY À PALMAS :
NOTES POUR UNE RECONSTITUTION HISTORIQUE
RÉSUMÉ
Cette étude a abordé l'importance du musée dagogique et la transformation possible du
matériel existant sur et dans le Collège d'État Dom Alano Marie Du Noday, à Palmas, dans
l'État de Tocantins, en un musée pédagogique. À cette fin, dans la perspective de la
reconstruction historique de Saviani (2008) et en s'appuyant sur des auteurs tels que Trivinos
(1987), Gil (2002) et Prodanov et Freitas (2013), nous avons adopté une approche théorique et
méthodologique basée sur une recherche bibliographique et documentaire. Une analyse
qualitative des données a démontré l'importance de l'organisation des archives scolaires pour le
musée pédagogique, mais surtout pour la compréhension de l'histoire de l'établissement scolaire
par les chercheurs. En ce qui concerne le Collège Dom Alano de Palmas, nous avons constaté
que la dispersion des collections susmentionnées constitue un obstacle pour ceux qui souhaitent
mener des travaux de recherche sur l'institution.
Mots-clés: Éducation, Collège d'État Dom Alano Marie Du Noday. Musée Pédagogique.
Archives scolaires. Palmas, Tocantins, Brésil.
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INTRODUÇÃO
Nós, professores, também somos os guardiões do ensino, nesse sentido, arquivar,
guardar, organizar documentos e materiais de várias gerações constitui uma ação que serve para
guiar e entender o cotidiano da escola, referendar a vida presente, bem como prever o futuro
educacional. Neste contexto, as escolas são guardiãs de sua história e os professores e
estudantes podem auxiliar neste processo de reconstrução histórica (Saviani, 2021),
transformando os acervos das escolas em museus. Portanto, as instituições educativas podem
contribuir para entender a história do lócus, seja sua cidade ou seu estado. E a criação do Estado
do Tocantins perpassa pelos documentos contidos nas instituições educacionais.
Desta forma, essa reconstrução pode contribuir para a compreensão da história da
educação, fortalecendo os laços históricos de pertencimento ao estado de Goiás. Por ser um
Estado criado a partir do desmembramento do antigo norte goiano, toda história passada remete
ao Estado-mãe, Goiás. Nesse contexto, o Norte de Goiás, torna-se o estado do Tocantins,
necessitando reconstruir suas referências históricas, o que leva a perceber uma valorização do
novo, do moderno, no entanto, é a partir da ancestralidade que se podem criar os laços da
identidade e também fortalecer a memória e a história coletiva e, nesta reflexão, o papel de
arquivar, organizar e historicizar a partir dos museus pedagógicos encontra relevância tanto
para o trabalho dos pesquisadores quanto para a preservação da trajetória da instituição
investigada.
A metodologia proposta consistiu em um estudo qualitativo, de natureza bibliográfica e
de análise documental, baseado nos autores Triviños (1987), Gil (2002), Saviani (2008),
Prodanov e Freitas (2013), dentre outros, e tem por objetivo discutir a possibilidade de criação
de museu pedagógico em uma escola estadual situada no estado do Tocantins, podendo ser
referência para outras unidades na organização dos acervos para se tornarem museus
pedagógicos.
A unidade de ensino foi criada em 30 de outubro de 1991, por meio da Lei de criação
nº 311/91, autorizada, inicialmente, para ofertar apenas o Ensino fundamental (1ª a 4ª série) e,
somente, em 12 de dezembro de 1997, tornou-se Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday
em virtude da implantação do Ensino Médio. Atualmente atende ao ensino médio e a Educação
de Jovens e Adultos.
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O ARQUIVO ESCOLAR E O MUSEU PEDAGÓGICO ENQUANTO OBJETO DE
ESTUDO: UMA DISCUSSÃO CONCEITUAL E METODOLÓGICA
Enquanto objeto de estudo da área da história da educação, o arquivo escolar constitui
um importante elemento na escrita da história das instituições escolares. Mais que isso,
possibilita a identificação, a partir da reconstituição dos acervos, de problemas que,
historicamente, marcaram a educação brasileira. Entretanto, muitos são os desafios para os que
se propõem, a partir do “procedimento teórico-metodológico da abordagem” (Nascimento et al,
2021), investigar e compreender os percursos históricos destas instituições por meio dos seus
acervos.
Segundo Marchi (2014, p. 219), “museu escolar, seria um acervo de objetos ou vestígios
ligados à história da educação”, ou seja, a conservação do patrimônio por meio do museu.
Esses desafios, por estarem intrinsecamente ligados à dinâmica das instituições,
demandam, por conseguinte, uma compreensão conceitual necessária para uma abordagem que
as considere, tanto nas suas dimensões micro quanto macro, ainda é preciso reconhecê-las como
produtoras de habitus (Bordieu, Passeron, 1970), que propicia a assimilação necessária de suas
regras e de seu funcionamento por parte dos sujeitos.
Na conferência de abertura da V Jornada do HISTEDBR
1
, com o tema Instituições
escolares no Brasil: conceito e reconstrução histórica’, Dermeval Saviani elencou quatro
acepções para o termo instituição: 1. Disposição; plano; arranjo. 2. Instrução; ensino; educação.
3. Criação; formação 4. Método; sistema; escola; escola; seita; doutrina (Saviani, 2008, s/p).
Apesar da importância destas várias acepções, no âmbito da discussão aqui empreendida, vale
ressaltar a instituição enquanto disposição, plano, arranjo.
Para Saviani (2008), emerge a ideia de ordenar e articular o que estava disperso. Desse
modo, no que tange às instituições escolares parece coerente com o desafio que se apresenta ao
pesquisador quando assume o papel de compreender um acervo escolar ou um museu
pedagógico.
Outro conceito que ganha relevância nesta discussão é o de acervo. Para Medeiros
(2003, s/p), os acervos são “documentos produzidos ou recebidos por escolas públicas ou
privadas, em decorrência do exercício de suas atividades específicas, qualquer que seja o
suporte ou informação ou a natureza dos documentos”.
1
A V Jornada do HISTEDBR foi realizada em 2005, em Sorocaba-SP, pela UNISO, e se concentrou em analisar
a produção de trabalhos e pesquisas do grupo dentro do período até maio daquele ano. O HISTEDBR é um grupo
nacional de pesquisa em História da Educação.
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O autor compreende que analisar o conceito de arquivo escolar implica pensar em quem
produz o documento e, portanto, se o arquivo é do tipo público ou privado. Neste sentido:
Se os conjuntos de documentos forem produzidos ou recebidos por órgãos
públicos, no exercício de suas funções, o arquivo será público, enquanto que
serão privados aqueles conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por
pessoas físicas ou jurídicas em decorrência de suas atividades. Os arquivos
públicos são Federais, Estaduais, do Distrito Federal e Municipais. Quanto às
funções do Estado, serão do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
(Medeiros, 2003, s/p).
Importa ressaltar a importância dos documentos escolares para o pesquisador e para o
trabalho de reconstrução histórica das instituições escolares. Bonato (2005, p. 197) destaca que
“através desses acervos é possível conhecer as atividades administrativa e pedagógica de
transformação da educação ao longo do tempo”. Isso significa dizer que é possível, na
perspectiva de Julia (2001, p. 10), conhecer a própria cultura escolar produzida na instituição,
bem como “os problemas das trocas e transferências culturais que se operam através da escola”.
Retomando os mencionados desafios, que se ressaltar as primeiras dificuldades
enfrentadas pelo pesquisador no seu primeiro encontro com os documentos, a sua dispersão,
descontinuidade, não arquivamento ou catalogação. Por vezes, a aparente inexistência impõe
ao pesquisador assumir o papel de detetive, conduzindo uma investigação para encontrar algo
que é de propriedade da escola, mas encontra-se sob a guarda de pessoas particulares. Nesse
contexto, Petry traz uma definição para museu escolar:
Museu escolar: alojado dentro das instituições educativas, deveria servir a
professores e alunos para a realização de estudos pautados no concreto, isto é,
agregar um conjunto de objetos para tornar a aprendizagem intuitiva. Museu
Escolar Brasileiro: corresponde a uma coleção de quadros parietais
produzidos na França, traduzidos, adaptados e trazidos para o Brasil. (Petry,
2012, p. 32).
O estudo trazido por Marchi (2014), realizado no Estado de São Paulo, aponta como
foram criados os museus escolares, atendendo a uma demanda pedagógica de ensino. A autora
conclui que, em ralação ao Estado de São Paulo, “não existe uma regra para a configuração dos
museus escolares, que poderiam ser pequenos [...], como poderiam ser grandes coleções,
museus com peças ligadas aos ensinos de zoologia, mineralogia, química, física e história
natural, tudo no mesmo armário”.
Neste sentido, em relação aos arquivos existentes em escolas do Estado do Tocantins,
podemos e devemos incentivar e auxiliar na organização dos respectivos museus, ainda mais
porque temos muitas unidades de ensino centenárias criadas no período do estado de Goiás,
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portanto, começamos a vislumbrar grandes e exitosas possibilidades na organização de museus
pedagógicos nas unidades de ensino.
A ESCOLA E O MISSIONÁRIO DOM ALANO MARIE DU NODAY
Bressanin (2021) analisa o panorama da educação em âmbito nacional e evidencia o
modo como o ensino fundamental se estruturava no período e, ao mesmo tempo, a expansão do
ensino médio a partir da década de 1940. Esse processo esteve, em grande medida, associado à
atuação das congregações religiosas católicas, que assumiram a direção de diversas instituições
de ensino secundário no país. Nesse contexto, compreende-se a relevância da presença de Dom
Alano Marie Du Noday no antigo norte de Goiás, hoje Estado do Tocantins, cuja ação
missionária esteve diretamente vinculada à fundação e ao fortalecimento de instituições
escolares. A trajetória desse líder religioso inscreve-se, portanto, na articulação entre a
expansão educacional brasileira e o protagonismo da Igreja Católica, conferindo-lhe papel
fundamental na consolidação da educação regional.
Segundo Macedo, Gomes e Santos (2022), o Colégio Estadual Dom Alano Marie Du
Noday foi instituído escola mediante a Lei de criação 311/91, de 30 de outubro de 1991,
autorizado, inicialmente, para ofertar apenas o ensino fundamental (1ª a série) e, somente em
12 de dezembro de 1997, tornou-se Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday em virtude
da implantação do Ensino Médio.
Seu nome foi escolhido em homenagem a Dom Alano, o Conde Du Noday, filho da
nobreza francesa que se estabeleceu no Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro (Palmas,
PPP-CEDAMDN, 2023). Em 1936, Dom Alano foi para o interior goiano como Bispo
Diocesano de Porto Nacional, onde fundou vários colégios e dedicou-se à educação juvenil.
Além de todo o seu trabalho educativo, dedicou-se também à saúde e à causa dos mais carentes
da sociedade (Figura 1).
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FIGURA 1 Dom Alano em Porto Nacional - Tocantins
Fonte: Bressanin, (2021, p. 104)
2
Segundo a Diocese de Porto Nacional, Dom Alano Marie Du Noday nasceu em 2 de
novembro de 1899 em Sain-Servan, região da Bretanha, norte da França, com o nome de Jean
Hubert Antoine Du Noday. Terceiro filho do casal Conde Arthur Rolland du Noday e da
Condessa Antoinette R. Du Noday, acabou tornando-se o único herdeiro após a morte
prematura de seus dois irmãos. Foi tenente do exército francês. Serviu a Légion Française na
África e, apesar de um futuro brilhante na carreira militar, pois era muito estimado por todos os
seus superiores, pela fortuna e pelo prestígio familiar, decidiu largar tudo e dedicar-se à religião
católica.
Frei Alano foi ordenado presbítero em 4 de agosto de 1928, aos 29 anos de idade.
Chegou ao Brasil em 23 de junho de 1933 e permaneceu por três anos no Rio de Janeiro, onde
estudou a língua portuguesa. Durante o período em que esteve na capital federal do Brasil, Frei
Alano foi nomeado segundo Bispo da Diocese de Porto Nacional, em 19 de março de 1936,
sendo sagrado bispo no dia de maio do mesmo ano. Assim, Dom Alano Marie Du Noday
tornou-se o bispo mais novo do Brasil, na época com apenas 37 anos de idade. Dom Alano
esteve à frente da diocese de Porto Nacional e, durante o seu episcopado, marcou
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Dom Alano no pátio interno do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Porto Nacional, em 1941.
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indelevelmente a região e, especialmente, o povo que o traz na lembrança como o ‘Missionário
do Tocantins’.
Atualmente, a Unidade de Ensino, situada na capital do Estado do Tocantins, em
Palmas, oferta o ensino médio e a Educação de Jovens e Adultos - EJA nos períodos matutino,
vespertino e noturno (Palmas, PPP-CEDAMDN, 2024, p. 02). Como está descrito no Projeto
Político-Pedagógico (PPP), a missão da escola é garantir uma formação educacional integral e
humanizada no ambiente escolar para a busca permanente do conhecimento, contribuindo para
o protagonismo de cidadãos críticos, com vistas à sua permanência na vida escolar e ao
exercício da cidadania, sendo capazes de agir e interagir na sociedade atual (Palmas, PPP-
CEDAMDN, 2024).
MUSEOLOGIA ESCOLAR
Ao refletirmos sobre o que poderia configurar um museu pedagógico, Barausse e
Possamai (2019, p.12) esclarecem que, “os Museus de Educação configuram historicamente
uma tipologia museológica diferenciada”. Os autores afirmam que os museus pedagógicos
podem “ser identificados, museus escolares; museus da escola e/ou da educação; as escolas
museu e as salas museu; os museus da infância; os museus demo-etnoantropológicos”. Nesse
sentido, torna-se possível criar espaços, dentro das escolas, voltados ao arquivamento do
processo histórico daquela instituição, resguardando a memória histórica e científica daquele
espaço educativo.
Ao trazermos as discussões sobre resguardar a memória e apontar a identidade do lócus,
Magalhães (1999, p. 69), ao discutir sobre as instituições educativas, afirma que “via
fundamental para a construção da identidade histórica das instituições educativas”, e o espaço
do museu torna-se, assim, aquilo que o autor reforça, uma identidade histórica. Outra colocação
muito pertinente, a de Nora (1993), quando afirma que:
[...]As instituições escolares são 'celeiros' de memória. Lembrar da escola é
lembrar do entorno, do trajeto de casa à escola, percurso de descoberta e
manipulação, de aventuras e perigos, de brincadeiras e desafios. É uma
memória que se enraíza nos gestos de um local concreto e que se torna
emblemática quando é conferida à instituição que lhe suporte a transmissão
dos valores da nação. Remete a um tempo preciso que a lembrança nostálgica
muitas vezes esgarça. É o sinal de reconhecimento e pertença a um grupo
social e a uma determinada geração. Assim, as instituições escolares são
lugares de memória. (Nora, 1993, p. 21-22).
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Todos nós, ao rememorar o tempo escolar, encontramos marcas e memórias desse
tempo, que podem ter deixado algo de bom ou, talvez, nem tanto. Mas são percursos riquíssimos
que podem, de forma marcante, por meio dos museus, arquivar memórias em diferentes épocas
e trajetórias de uma comunidade que viveu, estudou, trabalhou e produziu nos espaços
escolares.
Segundo Possamai (2018, p. 35), no “âmbito específico dos estudos históricos, a
inserção das questões relacionadas à memória, à cultura e ao patrimônio nos currículos de
formação dos futuros historiadores certamente configurou aspecto que veio a incrementar a
relação acadêmica com esse campo”.
Para Nora (1993, p. 13), o imperativo de preservar o patrimônio nasce da necessidade
da criação de espaços de memória que o autor chama de “os marcos testemunhas de outra era”,
que guardam a memória e, ao mesmo tempo, mantêm sua salvaguarda. Esses lugares são criados
e mantidos pelas instituições, como os Museus, Arquivos, Monumentos, entre outros lugares
de memória que “nascem e vivem do sentimento que não memória espontânea, que é preciso
criar arquivos, [...]” (Nora, 1993, p. 13).
Em relação à construção dos museus escolares, podemos dizer que a história das
instituições escolares também acontece quando investigamos o processo de criação, instalação
e evolução dessas instituições, sejam locais ou regionais, reconhecendo a dinâmica da ação
educativa do homem e sua relação com a diversidade de elementos históricos enraizados na
sociedade. Dessa forma,
[...] a história de uma instituição educativa constrói-se a partir de uma
investigação coerente e sob um grau de complexificação crescente, pelo que,
à triangulação entre os historiais anteriores, a memória e ao arquivo, se haverá
de contrapor uma representação sintética, orgânica e funcional da instituição
o seu modelo pedagógico. São múltiplas as virtualidades deste esforço de
síntese, desta construção orgânica, compreensiva e explicativa, que permite
reavaliar a análise historiográfica anterior, incluindo o seu sentido
hermenêutico, e preparar, de forma estruturada, a síntese final a história da
instituição educativa. (Magalhães, 1999, p. 70).
Portanto, um perfeito casamento, conforme Nora (1993, p. 24), entre “a memória que
dita e a história que escreve”. Na perspectiva do referido autor e dos demais autores trazidos
para este estudo, em especial Saviani (2008) e Possamai (2018), trazemos alguns elementos
encontrados no Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday, tais como livros de atas,
fotografias, relatórios e diários de classe, que podem ser considerados documentos que, em
alguma medida, podem contribuir não apenas para a constituição do Museu Pedagógico da
escola, mas para a reconstrução histórica da instituição e de seus sujeitos.
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Na referida escola, uma pequena sala onde se encontram muitos documentos. É
possível perceber que ainda falta organização e catalogação do referido material. No entanto,
iniciando uma reflexão sobre esta temática, percebemos, após o encontro que ocorreu no
Uruguai, na Primera Escuela Latinoamericana de Historia de la Educación, realizado de 28 a
30 de maio de 2025, no qual a temática do museu pedagógico foi debatida e vivenciada pelos
participantes, que fomos instigados a trazer tais reflexões, iniciando uma análise dos
documentos e fotografias que a escola possui arquivados. Nesse sentido, Possamai (2008, p.
254) destaca que “mais que isso, a investigação das imagens, sejam estas obras de arte ou
fotografias, pode abrir para o historiador um universo a ser explorado, principalmente no campo
da memória e do imaginário”.
Tais reflexões guardam relação com o que as autoras Morgão e Menezes (2024)
apresentam em um estudo histórico realizado a partir da realidade da Escola Estadual Dr.
Almeida Vergueiro, situada no município de Espírito Santo do Pinhal, no Estado de São Paulo,
Brasil. Ao discutirem sobre o museu escolar, destacam que:
[...] o inventário participativo ao abrir diálogo à problematização do passado,
a partir do presente, sem, entretanto, se descuidar à tentação anacrônica,
suscita a perspectiva descolonial ao desafiar as hierarquias e exclusões que
tradicionalmente caracterizam as práticas patrimoniais educacionais em países
colonizados, nos quais a colonialidade persiste culturalmente em processo de
subjetivação dos sujeitos. (Morgão; Menezes (2024, p. 9).
Estas exclusões, elencadas pelas autoras e que, em alguma medida, marcaram a escrita
historiográfica, relacionam-se à necessidade de se dar visibilidade aos grupos subalternizados
que fazem parte da história da educação dentro das instituições escolares. Nesse sentido,
Pasqualucci et al. (2022, p. 332) lembram que “a sociomuseologia objetiva visibilidade para
esses grupos historicamente subalternizados, não apenas na vida social, mas também nas
instituições de memórias, nos museus comunitários, nos museus de Arte, de Ciências, de
História, entre outros”.
Desse modo, é unânime entre os autores deste estudo a compreensão de que as escolas
públicas devem seguir os conceitos da sociomuseologia, mostrando e construindo os museus
como espaços que revelam história real, vivida, que problematiza e enriquece os grupos sociais
que constroem a história por meio das suas ações locais, trazendo uma reflexão histórica
decolonial.
A nossa incursão aos documentos do arquivo do Colégio E. Dom Alano Marie Du
Noday apontou para uma realidade comum à maioria das escolas brasileiras e que nos deixou
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um tanto sem norte. A quase totalidade dos documentos analisados não possui um arquivamento
mínimo, dificultando, desse modo, o tratamento e a análise.
Nessa perspectiva, apresentamos os documentos mais antigos encontrados durante a
pesquisa. Entre eles, uma cópia do Diário Oficial do Estado, na qual consta o ato de criação da
escola, além de um boletim de frequência de servidores datado de 1991. Esse último documento
permite concluir que a instituição atendia, à época, o ensino secundário, equivalente ao atual
ensino médio, conforme se observa na Figura 2 e 3, a seguir.
Figura 2 Ato de Criação da Escola
Fonte: arquivo do Colégio E.E. Dom Alano (2025).
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FIGURA 3 Boletim de Frequência dos servidores administrativos
Fonte: arquivo do Colégio E.E. Dom Alano (2025).
Na análise preliminar do documento, é possível perceber que a terminologia utilizada,
à época, para a Superintendência Regional de Educação era Delegacia de Ensino, o que, de
certo modo, serve de evidência da herança deixada pela ditadura militar, vigente no país até
1985.
De acordo com o mesmo documento, a escola atendia um total de 213 estudantes.
Podemos concluir também que a nomenclatura das funções não foi alterada, ou seja, VG=vigia,
ME=merendeira, CP=coordenadora pedagógica, ASG=auxiliar de serviços gerais, DR=diretor.
A referida ficha de frequência era devidamente assinada pelos responsáveis e, certamente,
encaminhada à Delegacia de Ensino e, posteriormente, ao estado, para o referido pagamento.
Percebemos que, após 34 anos, pouco mudou em relação às nomenclaturas e exigências
das questões burocráticas voltadas ao controle e à averiguação do cumprimento da legalidade.
A diferença é que, atualmente, a folha de pagamento é processada com o apoio das ferramentas
tecnológicas, que permitem uma conferência mais rápida e fidedigna dos dados apresentados
pelas escolas.
Uma questão interessante, e que demanda discussão, é o fato do diretor e o coordenador
pedagógico não fazerem parte dos servidores administrativos, mas sim pedagógicos.
Atualmente, apesar da Normativa 2 de 21 de janeiro de 2025 (Tocantins, 2025) determinar
que as atribuições do Diretor escolar são administrativas e pedagógicas, muitos diretores
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privilegiam as funções administrativas em detrimento do trabalho pedagógico, o que, de alguma
maneira, repercute negativamente nos resultados apresentados pelas unidades de ensino.
Na Figura 4, datada de 1991, a ata de resultados finais, manuscrita em livro de atas,
outro documento constante no arquivo do colégio, descreve que foram realizadas provas finais
para os 15 estudantes do pré-escolar da turma A, alunos da Tia Cléia Gonzatto Pereira.
Outro documento que suscita discussão, também em formato de ata e apresentado na
Figura 4, a seguir, evidencia que a secretária-geral da escola necessitou fazer adaptações, já que
a carga horária que o estudante trouxe registrada no histórico não era suficiente (Figura 4).
FIGURA 4 Ata de resultados finais
Fonte: arquivo do Colégio E.E. Dom Alano (2025).
Na Figura 5 apresenta-se a Resolução nº 071/97, do Conselho Estadual de Educação do
Tocantins, expedida pela Secretaria de Estado da Educação e Cultura e datada de 12 de
dezembro de 1997. O documento, carimbado e assinado pela então secretária de Estado, altera
a denominação da Escola Estadual “Dom Alano Marie Du Noday” para Colégio Estadual “Dom
Alano Marie Du Noday”, em virtude da implantação do ensino médio, ao mesmo tempo em
que autoriza o seu funcionamento nessa nova organização. Trata-se de um registro oficial que
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marca, no plano jurídico-administrativo, o processo de reconfiguração da instituição e de sua
inserção na oferta do ensino médio no Estado do Tocantins (Figura 5):
Figura 5 Alteração na denominação da Escola
Fonte: arquivo do Colégio E.E. Dom Alano (2025).
Os documentos apresentam uma fase especial na trajetória da unidade de ensino e,
consequentemente, na maneira como eram conduzidos os trabalhos, tanto pedagógico como o
administrativo. Por meio dos documentos, podemos entender a gestão e a falta de utilização de
meios mais eficazes na produção e monitoramento do trabalho (Figura 6):
FIGURA 6 Ficha de matrícula
Fonte: arquivo do Colégio E.E. Dom Alano (2025).
A intencionalidade, ao trazermos os documentos, foi demonstrar que eles existem e
podem ser trabalhados nas unidades de ensino, primeiro como recurso educativo para os
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estudantes e, posteriormente, como instrumentos de registro da trajetória da escola e da
comunidade, compreendidos como organismos vivos da memória e da representação social.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo objetivou discutir a possibilidade de criação de um museu pedagógico no
Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday, situado no Estado do Tocantins. Tais reflexões
podem motivar profissionais e estudantes em ações educacionais que mobilizem práticas
pedagógicas e processos de formação para o conhecimento e a organização dos acervos em
museu pedagógico.
Nesse sentido, as discussões trazidas apontaram como podemos transformar arquivos
escolares em pequenos museus, servindo de material de estudo para professores e estudantes,
realizando uma recomposição histórica da unidade de ensino e das pessoas que por aquele lócus
passaram, estudaram, trabalharam e auxiliaram a construir outras vidas na formação
educacional e social daquela localidade.
Rememorar, reorganizar os arquivos e reconstruir sua história é vivenciar percursos de
vida da instituição educacional, bem como a trajetória de estudantes e professores, e valorar
todo o trabalho dispensado por anos para uma sociedade em constante desenvolvimento na
construção do saber.
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Recebido em: 12 de outubro de 2025.
Aceito em: 13 de dezembro de 2025.