5) Livro das contribuições da sociedade de bolão "Espalha Brasa".
6) Livro caixa do "Cavallerie Stechclub Arroio Grande" a partir de Fevereiro
de 1914, até quando passou a sociedade.
7) Livro das entrada de baile, do salão Biesdorf
8) Livro da referência dos jogos de bolão, a partir de 2 de Março de 1952.
9) Livro de bolão, da Soc. Grupo Arroio Grandense, fundado em 3 de Junho
de 1958, sendo capitão Egon Schwember.
Pelo que dou fé
Arroio Grande, de 2 de Janeiro de 1967
A Vva. Maria Biesdorf, tem a declarar mais o seguinte:
1) a sociedade do Ringstech possuia 25 espadas, ao que se lembra;
2) a arma de tiro foi emprestada para Vera Cruz, e não retomou mais. A arma
era de pressão de ar.
3) a sociedade de dama chamava-se "Flôr de Maio", e tinha 37 anos de
existência, era Maio de 1966. Logo, fundação em maio de 1929.
4) A sociedade de dama tinha o seguinte traje: saia azul, e blusa branca, todas
com o mesmo feitio, possuíam uma mesa, para jogo de bolão, que ainda
existem. Reuniam-se as damas, de 2 em 2 meses, quando tinha jogos, e de 4
em 4 meses, faziam baile. O baile era aberto pela Presidenta.
5) Houve uma porção de demolição, devido à gurizada, que invadiu o salão,
muitas vezes, e saíram a brincar nos campos com as espadas, gasosas, etc...
Pelo que dou fé
Arroio Grande, 2 de Janeiro de 1967
Na transcrição do registro 209, é importante esclarecer que não fica claro o que foi,
realmente, doado, tendo em vista que este apontamento está intitulado como doação. De outro
lado, no começo do texto, aparece a informação de que a doadora "tem a declarar". Desta
maneira, percebe-se que o foco do registro está pautado nas memórias da senhora Maria
Biesdorf. Sobre a declaração, no registro seguinte, é interessante perceber que a senhora
Biesdorf refere-se, igualmente, às outras sociedades, como, por exemplo, Cavallerie Stechclub
Arroio Grande, Sociedade Grupo Arroio Grandense, Ringstech e Sociedade de Dama Flor de
Maio. Ou seja, ela convivia e/ou conhecia outras entidades.
Na esteira das histórias relacionadas à repressão durante a Segunda Guerra, temos outro
registro que demonstra a situação da cultura alemã em solo gaúcho, como pode ser encontrado
no número 418, do caderno volume II, de 28 de março de 1967:
O Snr. Rubem Wegner, filho de Helmuth Wegner, e neto de Heinrich Wegner,
proprietário e morador em Vila Melos tem a declarar o seguinte:
1º) Heinach Wegner foi presidente do Stech Verein reingan e guardou todos
os pertences, em sua casa.
Durante a guerra, todo o material, como livros, bandeira, espada, talabarte,
lanças, foi apreendido pelo delegado Ernesto Trigo, e levado tudo á General
Câmara.
2º) Não possui nada mais.
Pelo que dou fé