ISSN 2447-746X
DOI: https://doi.org/10.20888/ridphe_r.v12i00.21180
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Rev. Iberoam. Patrim. Histórico-Educativo, Campinas (SP), v. 12, p. 1-4, e026001, 2026.
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CHAMADA DO DOSSIÊ TEMÁTICO: A INTERPRETAÇÃO DO PATRIMÓNIO
ENQUANTO PRÁTICA TRANSVERSAL E EDUCATIVA PARA UMA NOVA VISÃO
DO MUNDO
Luisa Janeirinho
1
Pedro Morais
2
Guilherme Ferreira Rodrigues
3
Carmen Mattoso
4
Num contexto global marcado por múltiplas crises ambientais, sociais, culturais e éticas,
torna-se urgente repensar o papel do patrimônio como herança comum da humanidade e do
planeta, sendo necessário para tal, compreender, questionar, problematizar e atribuir significado
ao património, seja este educativo, material, imaterial e natural.
A interpretação do património, longe de se limitar à comunicação de conteúdos,
constitui um processo educativo que incentiva o pensamento crítico, a participação ativa e a
construção de significados individuais e coletivos sobre o património cultural e natural, bem
como sobre o mundo e o planeta como um todo.
Ao entendermos a interpretação do património como processo educativo e de
transformação, estamos a atribuir-lhe um papel fundamental na promoção da consciência
cidadã e da responsabilidade individual e coletiva. Interpretar o património significa criar
condições para que todas as pessoas aprendam a ler e compreender o mundo e os seus múltiplos
elementos, a partir das suas experiências, valores, emoções e contextos, construindo
significados próprios e informados sobre tudo o que nos rodeia.
Esta chamada de artigos convida à apresentação de contributos que abordem a
interpretação do património como uma prática educativa transversal e interdisciplinar, presente
em contextos formais, não formais e informais de aprendizagem, incluindo escolas, museus,
sítios patrimoniais, territórios, comunidades e destinos turísticos. Considera-se que a
interpretação e a educação patrimonial devem sempre fomentar a capacidade crítica, a empatia,
1
Comunidade Lusófona de Interpretação do Património, CLIP, Portugal,
luisajaneirinho.museudomundo@gmail.com.
2
Comunidade Lusófona de Interpretação do Património, CLIP, Portugal, pm.ecoturismo@gmail.com.
3
Comunidade Lusófona de Interpretação do Património, CLIP, Brasil, gui13fr@yahoo.com.br.
4
Comunidade Lusófona de Interpretação do Património, CLIP, Brasil, carmenlcmattoso@hotmail.com.
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DOI: https://doi.org/10.20888/ridphe_r.v12i00.21180
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o diálogo e a ação consciente, reforçando as inter-relações entre indivíduos, património e
sociedade.
ORGANIZAÇÃO DA CHAMADA
A proposta e organização deste dossier resulta dos objetivos e do trabalho realizado pela
Comunidade Lusófona de Interpretação do Património (CLIP).
A CLIP é um coletivo de profissionais de diversas áreas (como a educação, museologia,
turismo, ecologia, antropologia, história, comunicação, artes e gestão cultural) ligados à
Interpretação do Património e unidos pela ngua portuguesa. Esta diversidade de olhares e
práticas reflete a própria natureza da interpretação do património: uma disciplina transversal
que ultrapassa fronteiras disciplinares e culturais, promovendo diálogo entre saberes e
experiências.
Esta rede iniciou o seu trabalho em 2020 e tem por finalidade a disseminação do
conceito e das práticas de Interpretação do Património (natural e cultural) entendida como
disciplina que se baseia nos princípios de Freeman Tilden, bem como no desenvolvimento das
necessárias adaptações deste conceito às realidades presentes nos vários países lusófonos, ou
de outras geografias.
OBJETIVOS DA CHAMADA
Esta chamada de artigos pretende afirmar a interpretação do património como uma
resposta à urgência de uma educação global, essencial para capacitar pessoas críticas,
conscientes e responsáveis, capazes de interpretar o património, o mundo e o seu papel na
construção do futuro do planeta.
Pretende-se assim reunir investigações e reflexões que:
explorem a interpretação do património como estratégia pedagógica crítica;
reforcem o papel educativo do património na formação de cidadãos conscientes;
promovam aprendizagens significativas, participativas e transformadoras;
contribuam para uma educação orientada para a sustentabilidade, a justiça social e a
ética planetária;
valorizem a pluralidade de narrativas, saberes e perspectivas.
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TEMÁTICAS SUGERIDAS (NÃO EXCLUSIVAS)
Interpretação do património histórico-educativo no contexto lusófono;
Interpretação do património como processo educativo e formativo em contextos
escolares e comunitários;
Interpretação e educação patrimonial;
Construção de significados individuais e coletivos sobre o património;
Património, educação para a sustentabilidade e consciência planetária;
Aprender a interpretar o mundo através da interação com o património;
Museus e espaços patrimoniais como ambientes educativos promotores do
pensamento crítico e cidadania;
Metodologias para práticas interpretativas inovadoras;
Formação em interpretação do património;
Interpretação do patrimônio em contexto histórico, educativo e turístico.
TIPOS DE CONTRIBUTOS ACEITES PARA PUBLICAÇÃO
Artigos teóricos e conceptuais;
Documentos;
Entrevistas;
Resenhas met.
As regras de submissão podem ser consultadas em:
https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/ridphe/about/submissions.
LÍNGUAS DE SUBMISSÃO
Português, espanhol, inglês e francês. É possível enviar o texto em mais de um idioma
(português, espanhol ou inglês).
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PÚBLICO-ALVO
Investigadores/as, docentes e outros profissionais com funções educativas, da educação
patrimonial e do turismo, museólogos/as, gestores do património, formadores/as e decisores/as
de contextos patrimoniais.
PRAZO PARA ENVIO DE ARTIGOS AO DOSSIÊ TEMÁTICO
O prazo para envio de artigos ao Dossiê Temático é 30 de junho de 2026.