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Livros brancos, iridescentes: políticas da tradução na República Popular da China
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Keywords

Livros brancos
Políticas da tradução
Cultura nas relações internacionais
China
Mandarim

How to Cite

PONTIERI, Sofia Bastos Augusto. Livros brancos, iridescentes: políticas da tradução na República Popular da China. Seminário Pesquisar China Contemporânea, Campinas, SP, n. 8, p. e024056, 2024. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/11891. Acesso em: 27 apr. 2026.

Abstract

Neste projeto, proponho uma análise sobre os desafios e vantagens que envolvem a iniciativa dos governos Hu Jintao e Xi Jinping em publicar, na língua inglesa, os chamados White Papers, a partir do contexto que levou a República Popular da China a essa nova etapa em sua política externa. O objetivo da pesquisa é analisar os desafios e as vantagens da tradução dos Livros Brancos para o inglês. O marco temporal que delimita a pesquisa é a publicação dos White Papers da China em inglês, iniciada em 2011, a partir da tradução dos (baipishu) até o primeiro semestre de 2024. Por Livros Brancos são denominados documentos oficiais publicados por um governo para informar sobre a orientação de uma política a ser adotada a longo prazo. Nos documentos produzidos na RPC, temos dois movimentos: a divulgação do ponto de vista governamental da RPC sobre o mundo, sobre o sistema internacional e sobre si mesma, com a publicação dos Livros Brancos em mandarim, os baipishu, e o processo de tradução destes para o inglês, de forma a ampliar o acesso ao público leitor de língua inglesa. Estes documentos não são especificamente uma política cultural, nem os temas dos documentos aí publicados são diretamente relacionados à políticas culturais. Porém, dois fatores me levam a observá-los a partir de bibliografias como Suppo e Lessa, e Walsh, ligadas ao estudo do papel da cultura nas Relações Internacionais: a confecção dos documentos é impulsionada com o conjunto dessas políticas culturais, e existem elementos discursivos da língua chinesa nos documentos em inglês. Para entender o que se perde e o que se ganha, como apontam Bassnet e Li Yuyun, na tradução do mandarim para o inglês, é necessário estudar a cultura, a história, a produção de conhecimento, filosofia, pensamento, as atividades político-econômicas e os símbolos que envolvem o sistema linguístico chinês, especificamente o mandarim e a escrita em ideogramas hanzi. O papel da tradução para o estabelecimento da área das RI na China foi descrito por Qin Yaqing, e uma análise de como este processo afeta a própria teoria foi estudado por Shanguang. Já o livro de Capan, Reis e Grasten apresenta uma série de autores e possibilidades de utilizar a Política da tradução nas RI. Mesmo assim, não encontrei autores que têm como objeto de estudo documentos de P.E. a partir do enfoque das Políticas da Tradução nas Relações Internacionais, e creio que aqui há uma lacuna que me proponho a preencher.

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