Resumo
Com base nas postulações bergsonianas sobre o que é “memória” e “intuição como método”, é possível entender o jogo interativo entre palhaço e plateia – especialmente, quando há voluntários contracenando com o performer – como uma forma de o artista agenciar sua atuação de modo que ela resulte em memórias qualificadas (prazerosas ou não). Sugere-se, aqui, que o performer ponha em prática a intuição como método de conhecimento, para se chegar ao “eu” (absoluto) daquele que lhe é assistente, buscando emancipá-lo de um papel de mero “espectador” na presença de um palhaço. Este artigo (com escrita performática) também explora as afinidades e “coincidências” entre palhaço e plateia que favorecem a palhaçaria

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Copyright (c) 2015 Revista Ilinx
