Abstract
Com base nas postulações bergsonianas sobre o que é “memória” e
“intuição como método”, é possível entender o jogo interativo entre
palhaço e plateia – especialmente, quando há voluntários
contracenando com o performer – como uma forma de o artista
agenciar sua atuação de modo que ela resulte em memórias
qualificadas (prazerosas ou não). Sugere-se, aqui, que o performer
ponha em prática a intuição como método de conhecimento, para se
chegar ao “eu” (absoluto) daquele que lhe é assistente, buscando
emancipá-lo de um papel de mero “espectador” na presença de um
palhaço. Este artigo (com escrita performática) também explora as
afinidades e “coincidências” entre palhaço e plateia que favorecem a
palhaçaria
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