Abstract
Lança-se mão de proposições do “II Simpósio Reflexões Cênicas Contemporâneas” para interrogar a diferença entre ciência e arte. Parte-se da especificidade do objeto artístico (processual, articulado ao olhar que o investiga e ao discurso que o constrói) para subverter as posições: enquanto a ciência envolve o gozo, a arte encena um saber. Isto em detrimento de certa oposição entre: envolvimento sensorial (que seria relativo à arte) e exercício intelectual e construtor de representações (que estaria implicado na ciência). Testemunhando-se a necessidade de produzir deslocamento conceitual, se conclui que a universidade seria um espaço para isto. No caso das Artes Cênicas, um lugar de problematização e revisão epistemológica, mais do que de transmissão da técnica.

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