“Parada de Rua” do LUME como festa artesanal

Resumen

Eba! Estamos no Sesc Pompéia assistindo a um espetáculo "Parada de Rua”, do pessoal do Lume! Raquel, imensamente determinada, em seu bumbo, marca, e Cristina transporta, pequena porta bandeira italiana, seu "Xilofante", do alto sustentando melodias (heróicas, seus grandes instrumentos são muito imobilizantes, dificultando a pura graça corporal que no entanto elas mantêm). Renato, com gigantesca precisão de força, por vezes segura o compasso militar da caixa de guerra. Ricardo, no comando da tropa, tem seus momentos de felineta. Naomi costuma carregar no prato, pouco sutil instrumento de AFASTA!!! Que ela sutiliza (não arrebenta, não amassa, não encosta sequer: é sempre uma possibilidade reservada, subliminar, do estrondo). É quando surge Simioni, por cima de tudo, navegando ares com cantos profundos, baixos, e sua corneta ob-longa, por mais que pensemos ser mero figurativa, é concreta (toca). Jesser, por fim, na sanfona, opera basicamente, mas faz isso com tão concentrada arte de descontração que um espectador mineiro, tipo do machão rude, pra quem todo ator de teatro é "uma bicha" (ouvi da boca de sua mente suja), confundiu-o (justo Jesser, sujeito tão compacto, essencial), com "aquele baixin qué fei dimais sô". Poizé.

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Derechos de autor 2012 Revista Ilinx

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