Resumo
Este artigo tem como objetivo refletir sobre a obra literária “PanAmérica” de José Agrippino de Paula (2001), principalmente quando, em sua narrativa hollywoodiana, assume um risco e no arisco de suas características, comete um gesto de radicalidade. Neste texto, analisarei o romance “PanAmérica” sob a ótica dos trabalhos de Viveiros de Castro (2015) e Oswald de Andrade (1928), respectivamente na imanência xamânica do primeiro e na força antropofágica do segundo. Esta “odisseia do discurso do corpo”, da cultura de massa e dos novos mitos que aqui se apresenta, soa potente como um forte grito no movimento tropicalista. Dessa forma, mergulho na correnteza para, com certeza, perder-me e achar-me em espaçosos momentos de respiração.

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