Fontes orais e as práticas de alfabetização no Grupo Escolar Bom Jesus de 1955 a 1971

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20888/ridphe_r.v4i2.9683

Palavras-chave:

Alfabetização. Memória. História Oral

Resumo

Estudar as práticas da alfabetização é ir além da análise do material didático utilizado. Este trabalho é parte de uma pesquisa que busca na memória das professoras construir a história da alfabetização, no período de 1955 a 1971, no Grupo Escolar Bom Jesus em Uberlândia -MG. Utilizamos como aporte teórico a Nova História Cultural que traz novas possibilidades de pesquisa e de fontes. Desse modo, a história oral é fundamental para a realização deste estudo, pois é a partir das vozes das próprias alfabetizadoras que construímos a história da alfabetização no Grupo Escolar Bom Jesus. Buscamos identificar quem foram essas alfabetizadoras para entender quais as representações e apropriações realizadas por elas, naquele período, e tentamos construir uma parte da história da alfabetização em Uberlândia. Os resultados revelam que as práticas são carregadas de valores e representações que essas profissionais construíram e constroem ao longo do exercício do magistério primário.

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Biografia do Autor

  • Michelle Castro Lima, Instituto Federal Goiano
    Doutora em Educação pela Universidade Federal de Uberlândia. Professora no curso de Pedagogia atua principalmente nas áreas de História da Educação, alfabetização e formação de professores.
  • Marco Antônio Franco Amaral, Instituto Federal Goiano
    Doutorando na Universidade de Coimbra. Professor no curso de Pedagogia
  • Sônia Maria dos Santos, Universidade Federal de Uberlândia
    Professora titular no programa de pós-graduação em educação da Universidade Federal de Uberlândia.

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Publicado

2018-12-29

Edição

Seção

DOSSIÊ TEMÁTICO

Como Citar

LIMA, Michelle Castro; AMARAL, Marco Antônio Franco; SANTOS, Sônia Maria dos. Fontes orais e as práticas de alfabetização no Grupo Escolar Bom Jesus de 1955 a 1971. RIDPHE_R Revista Iberoamericana do Patrimônio Histórico-Educativo, Campinas, SP, v. 4, n. 2, p. 343–364, 2018. DOI: 10.20888/ridphe_r.v4i2.9683. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/ridphe/article/view/9683. Acesso em: 25 jan. 2026.