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O financiamento agrícola da China
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Palavras-chave

Agricultura
China
Desenvolvimento
Financiamento

Como Citar

AZEVEDO, Marcello Rodrigues de. O financiamento agrícola da China . Seminário Pesquisar China Contemporânea, Campinas, SP, n. 8, p. e024029, 2024. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/11861. Acesso em: 7 fev. 2026.

Resumo

A primeira instituição voltada ao financiamento da agricultura da China foi o Banco Cooperativo Agrícola da China, criado em 1951, sendo incorporado ao Banco Popular da China (BPC) em meados dos anos 1950. O Banco Popular da China, que na época agia como banco central e banco comercial, tarefa que desempenharia até os meados dos anos 1990 na China. Com a retirada BPC das suas funções comerciais, apareceriam diversas outras tipologias de instituição voltadas a tarefas específicas, na questão agrícola ficariam: o Banco Agrícola da China e o Banco do Desenvolvimento Agrícola da China e as 30.000 cooperativas rurais existentes, conforme Azevedo (2024). A partir de 1990, com o surgimento do Banco Agrícola da China e o ressurgimento do Banco Agrícola da China, a situação começa a mudar. Importante destacar que a questão do desenvolvimento e da revitalização rural sempre foi estratégica para os chineses, fazendo parte de todos os planos quinquenais. O Banco do Desenvolvimento Agrícola desde sua fundação se manteve como banco político, ou seja, como instituição de Estado voltado para a política direcionada pelo Conselho de Estado do Governo Chinês. A instituição seria direcionada ao financiamento de obras de infraestrutura rural, armazenamento e distribuição de produtos agrícolas. Investindo também em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia agrícola. O banco não passaria pelo processo de abertura de capital, não privatização, como outras instituições financeiras do Estado Chinês. O Banco Agrícola da China deixou de ser considerado um banco político e passou a ser considerado um banco público, com a ampla maioria do seu capital pertencente ao Estado, cerca de 75% do total. O banco financiaria questões ligadas à melhoria da produtividade da agricultura chinesa. Importante dizer que as instituições atuavam dentro da estratégia de erradicação da pobreza em conjunto com órgãos e instituições diversas em vários níveis. O objetivo desses bancos não seria somente aumentar a produtividade do campo chinês para garantir as necessidades internas da China, mas era também viabilizar a exportação dos produtos agrícolas chineses.
Além dos grandes nacionais, tínhamos o setor de financiamento primário, a agricultura e as regiões rurais. As cooperativas rurais que tinham sua atividade coordenada pelo Banco Popular da China. Estando sujeitas a sucessivos processos de fusão e intervenção do BPC. Sob a coordenação do BPC, o número de cooperativas rurais vem diminuindo sucessivamente, evoluindo para novas tipologias de instituições financeiras, como bancos cooperativos rurais e bancos de cantão e vila, que são estratégicos no desenvolvimento das áreas rurais da China. O Banco da Agricultura da China é hoje o 3º maior banco do mundo por ativos totais, o que demonstra a magnitude do financiamento agrícola na China.

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