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Impacto do investimento estrangeiro direto (IED) chinês no comércio Brasil-China (2013-2023)
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Palavras-chave

Brasil
China
Investimento
Comércio exterior
Relações comerciais

Como Citar

ARAÚJO, Julia da Silva; GOMES, Ricardo. Impacto do investimento estrangeiro direto (IED) chinês no comércio Brasil-China (2013-2023). Seminário Pesquisar China Contemporânea, Campinas, SP, n. 8, p. e024032, 2024. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/11863. Acesso em: 6 fev. 2026.

Resumo

A relação comercial entre Brasil e China tem se intensificado nas últimas décadas, especialmente após a ascensão da China como potência econômica global no início dos anos 2000. Este estudo examina como o fluxo de comércio exterior entre os dois países e o Investimento Estrangeiro Direto (IED) da China no Brasil influenciam um ao outro. O objetivo é investigar a relação estatística entre o comércio bilateral Brasil-China e o IED chinês no Brasil entre 2013 e 2023, analisando os resultados à luz do contexto econômico e político subjacente aos atores no referido período. Nesse sentido, adotou-se como metodologia a análise estatística de dados, os quais foram obtidos nos portais eletrônicos oficiais do ComexStat e do Banco Central. Além disso, realizou-se uma revisão bibliográfica a partir de consultas às bases de dados Web of Science e Scopus. As análises estatísticas incluíram o cálculo da correlação entre as variáveis “Relação Comercial Brasil-China” e “IED China-Brasil”, além da aplicação de um modelo de regressão linear, visando quantificar o nível de influência entre tais fatores, e a análise de variância (ANOVA), atestando a significância do modelo. Constatou-se, portanto, que, entre 2013 e 2023, houve um aprofundamento da relação comercial e de investimentos entre Brasil e China, impulsionado por fatores econômicos conjunturais, políticos e diplomáticos. O comércio bilateral expandiu-se consideravelmente, consolidando a China como o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2023, o comércio entre os países alcançou um recorde de US$ 158 bilhões, refletindo o aumento da demanda chinesa por commodities brasileiras, como soja e minério de ferro, e a exportação de manufaturados da China para o Brasil. Igualmente, o IED da China no Brasil também assistiu a uma notória expansão, de cerca de 218,67% entre o início e o fim do período. A cooperação bilateral entre os atores, além de sua aproximação no âmbito do grupo BRICS, solidifica esses laços econômicos. Os dados indicam uma correlação positiva (0,868) entre o comércio bilateral e o IED, sugerindo que um aumento no comércio, mantidas inalteradas as demais variáveis (ceteris paribus), está associado a um aumento no IED. A regressão apresentou um valor aproximado de 0,753 para o coeficiente de determinação (R²), indicando que 75,35% da variação no comércio pode ser explicada pelo IED. O teste ANOVA apresentou um valor consideravelmente pequeno para o F de significação, menor que 0,12%, confirmando que o modelo é estatisticamente significativo. A significância dos resultados sugere que o aumento dos investimentos chineses no Brasil tem um impacto positivo em suas relações comerciais, o que reflete a importância do IED na facilitação do comércio bilateral e na consolidação de laços econômicos e diplomáticos.

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