Resumo
Trata-se de pensar as atuais condições da geopolítica contemporânea e a posição ocupada pela China. Sabe-se que a economia chinesa tem passado por profundas transformações desde o final da década de 1970, quando teve início o período sob Deng Xiaoping, período conhecido como “Reforma e Abertura”. Nesse iterregno, a geopolítica mundial também passou por mudanças bastante relevantes, como a ascensão de outras economias periféricas e a própria reorientação do papel dos Estados Unidos no âmbito da geopolítica global. Nesse sentido, e a partir de um conjunto de pesquisas que tenho realizado, proponho algumas questões para debate: 1. Como tem se operado a emergência de uma ordem mundial multipolar, seus fundamentos e seus aspectos considerados críticos? 2. A emergência dessa nova ordem mundial poderá, e em que medida, promover conflitos entre os principais Estados-Nacionais do globo? 3. De que maneira a atual arquitetura institucional diplomática será capaz de evitar ou minimizar riscos dessa natureza? 4. É possível falar de uma nova guerra fria, dada a importância, especialmente militar, ocupada pela Rússia e sua aproximação com a China nos anos recentes? 5. De que modo os conflitos no Oriente Médio têm provocado rearranjos na política internacional e posicionado a China e a Rússia como atores e protagonistas de processos diplomáticos em termos globais? Teórica e metodologicamente, os esforços interpretativos aqui delineados terão como orientação a análise de sistemas mundiais, postulada por Immanuel Wallerstein, Giovanni Arrighi e Andre Gunder Frank.

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