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Sunzi Bingfa: de lei da guerra de Sunzi ao documento de defesa da China na nova era
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Palavras-chave

Estudos de defesa
A arte da guerra de sunzi
Exército popular de libertação
Assuntos militares

Como Citar

SILVA, Thays Alves da. Sunzi Bingfa: de lei da guerra de Sunzi ao documento de defesa da China na nova era. Seminário Pesquisar China Contemporânea, Campinas, SP, n. 8, p. e024041, 2024. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/11873. Acesso em: 8 fev. 2026.

Resumo

Em 2023, ocorreu o 10º Beijing Xiangshan Forum, evento da Associação Chinesa de Ciência Militar (CAMS) e coorganizado pelo Instituto Chinês de Estudos Estratégicos Internacionais (CIISS), onde ocorreu o seminário “A Arte da Guerra de Sunzi e os Atuais Desafios da Segurança Internacional”. Mas teria ainda a obra de Sunzi, escrita em meados do século IV a.C., influência, atualmente, na defesa chinesa e em seus estudos militares? Partindo desta pergunta, surge o objetivo geral de analisar a influência da obra nos assuntos militares da China. Por objetivos específicos; (i) apresentar o livro com sua relevância histórica e cultural; (ii) analisar a relação de documentos de defesa e o pensamento de Sunzi; e (iii) identificar o alcance do livro fora do território chinês, principalmente ao público brasileiro. Utilizou-se a metodologia qualitativa de análise documental e revisão bibliográfica. Considerado um tratado militar, a “A Arte da Guerra”, originalmente (Bing Fa), pode ser traduzida como Lei ou Regra da Guerra, desta forma, tinha como público alvo militares, mais precisamente generais da China Antiga. O estrategista chinês, parte da máxima de que a guerra é indesejada, porém um fenômeno que existe e deve, portanto, ser estudado. Neste sentido cabe ao bom militar ter capacidade analítica sobre conflitos, vencer o inimigo antes de se iniciar a guerra e olhar estrategicamente para política e diplomacia. Versando sobre a temática militar em um contexto de uma China marcada pelos conflitos e invasões, sua relevância na literatura chinesa não fica restrita ao período. Na Nova Era da defesa chinesa, o país passa pelo processo de modernização e reformas de suas forças armadas e seu Livro Branco de 2019, o mais recente publicado, reafirma a natureza defensiva quanto às políticas de defesa nacional, baseadas na estratégia de defesa ativa para a proteção de sua soberania, segurança e desenvolvimento, dissuadindo e resistindo a agressões, posicionamento que anda em diálogo com o pensamento de Sunzi. Como um dos livros chineses mais vendidos no mundo, “A Arte da Guerra”, carrega diversas traduções e interpretações, ganhando aderência e sendo estudado em academias militares. Comparando-o aos clássicos da teoria militar ocidental, fica claro a visão de guerra diferente entre os autores ocidentais e o chines. No Brasil, sua tradução chega pela versão em inglês, com pouquíssimas versões sendo diretas do mandarim para o português, resultando em escolhas de terminologias distintas do original, alterando teor e sentido da obra. Além das questões de conteúdo, as interpretações caminham para sentidos distintos, chegando ao universo corporativo e coach, mesmo que a linguagem seja totalmente clara e militar nos treze capítulos. Com séculos de distância entre a China que Sunzi analisou e a de hoje, é possível observar sua influência nos posicionamentos do país e em sua centralidade na defesa ativa, dissuasão e desenvolvimento pacífico. “A Arte da Guerra” conversa com visão chinesa atual quanto a guerra e ainda é temática de eventos de assuntos militares, contando com militares chineses dedicados aos estudos de Sunzi ainda no século XXI.

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