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A sonhada perenidade no dito acordo provisório bilateral entre santa sé e república popular da China: uma reconstrução de pontes que perpassa abstração e concretude
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Palavras-chave

Associação patriótica católica chinesa
Acordo provisório
Diplomacia religiosa
Catolicismo

Como Citar

ALBERTO, Felipe Vidal Benvenuto. A sonhada perenidade no dito acordo provisório bilateral entre santa sé e república popular da China: uma reconstrução de pontes que perpassa abstração e concretude. Seminário Pesquisar China Contemporânea, Campinas, SP, n. 8, p. e024044, 2024. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/11876. Acesso em: 6 fev. 2026.

Resumo

No dia 22 de setembro de 2018, em Beijing, durante uma reunião entre o Monsenhor Antoine Camilleri, Subsecretário para as Relações da Santa Sé com os Estados, e Wang Chao, Vice Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China (RPC), respectivamente Chefes das Delegações da Santa Sé e da China, foi assinado o chamado Acordo Provisório Sobre Nomeações Episcopais na China, questão que já vinha há décadas se demonstrando central na continuidade do aprofundamento das relações entre o governo chinês e o papado. A extrema confidencialidade desejada pela Santa Sé e pela China sobre o acordo por elas firmado não impede que sejam captados alguns aspectos relevantes dele, levando em consideração, de modo particular, seu contexto. É importante destacar que as partes signatárias são dois sujeitos de Direito Internacional, independentemente do reconhecimento formal mútuo e do estabelecimento de plenas relações diplomáticas entre elas, que, no fundo, parece ser a meta do processo iniciado formalmente pelo documento. O entendimento alcançado versa sobre a nomeação dos Bispos. No momento, nada mais se sabe sobre o conteúdo. Mas pode-se deduzir que essas nomeações dependem do consenso sobre os candidatos das duas autoridades soberanas, a RPC e a Santa Sé, sendo reservada ao Pontífice a última palavra, como afirmado pelo próprio Papa Francisco. Este trabalho se propõe a debater a política externa da Santa Sé para a China no século XXI, sendo marcada por um esforço significativo, de ambos os lados, para superar as tensões históricas e construir uma relação mais estável e cooperativa. Historicamente, as relações entre os dois entes passaram por períodos de colaboração e conflito, com desafios particularmente decorrentes das diferenças entre o sistema político comunista da China moderna e a estrutura eclesiástica da Igreja Católica. Através de análise de conteúdo capaz de facilitar a decodificação dos numerosos materiais que cercam o tema, especialmente em caráter especulativo, pretende-se demonstrar a relevância das duas lideranças hodiernas — Papa Francisco, como pioneiro advindo do Sul Global no cargo, e Xi Jinping — em seus Estados neste processo de aproximação cautelosa, mas esperançosa.

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