Resumo
A economia chinesa passou por mudanças em sua estrutura produtiva, devido a estratégias pragmáticas que coordenaram um ilustre caminho de modernização, industrialização, desenvolvimento interno e tecnológico. Assim, é de suma importância identificar os instrumentos econômicos que edificam os objetivos chineses e, portanto, a pesquisa busca questionar como as ferramentas do termo economic statecraft ou Estatismo Econômico possibilitaram a ascensão da China e sua projeção mundial, enquanto paralelamente influenciam no processo de desindustrialização brasileira? Visualizar a construção de um estado chinês fornido, desde as reformas de Deng Xiaoping, é crucial para entender as condições socioeconômicas e políticas que foram criadas e também, impactadas a nível global. Nesse sentido, o objetivo principal da pesquisa é compreender o fortalecimento chinês e o seu exercício de projeção econômica mundial, especialmente desde 2001, quando a China integra a Organização Mundial do Comércio (OMC) e posteriormente, em 2008 com a crise financeira desencadeada nos Estados Unidos, que afetou vários países e ofereceu o espaço necessário para a China intensificar os seus projetos. Nesse cenário, se torna tão forte que sua movimentação condiciona os outros mercados através de trocas multilaterais, consegue desestabilizar a hegemonia estadunidense que entra em declínio, consequentemente, influenciando países de Terceiro Mundo e seu modo de interação comercial, nesse caso, focando-se no Brasil, ao qual intensificou o seu processo de desindustrialização, identificado a partir do final da década de 1980. A metodologia utilizada durante a pesquisa é descritiva explicativa, a fim de construir uma análise baseada em fontes secundárias que enriquecem e materializam a discussão. Para identificar os fatos, adota-se um método histórico para entender o desenvolvimento das atitudes chinesas e compreender como a sua evolução ocorreu, assim como o processo de desindustrialização brasileira se tornou evidente. A pesquisa ainda está em fase de construção, porém ao analisar a construção dos resultados, é evidente a projeção mundial chinesa e sua forma de alcance na América Latina, vista como um mercado de commodities e especialmente, o Brasil, rico em produtos agrícolas e minerais, além de um grande consumidor de bens manufaturados, primeiramente bens de consumo, mas que avança para bens de alta tecnologia e de capital. Ademais, o papel do BRICS consegue reforçar uma maior presença chinesa no continente latino-americano, possibilitando um alcance tanto comercial e político por meio de mecanismos do seu estatismo econômico, como o uso dos IDEs e a dominação da indústria, utilizando da demanda brasileira por bens finais e intermediários que inunda para fora, ocasionando a intensificação da especialização produtiva do Brasil e claramente, da dependência aos mercados externos e da flutuação dos seus preços.

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