Resumo
A manutenção da qualidade de vida é desafio para profissionais que cuidam de pacientes oncológicos na fase avançada da doença. Esses pacientes frequentemente, apresentam dificuldade da ingesta oral, do acesso venoso, emagrecimento e distrofia muscular. A infusão de volumes no tecido subcutâneo, a hipodermóclise, é técnica antiga, econômica, de fácil aplicação para esses casos. Pretende-se relatar um caso de paciente oncológica em cuidados paliativos que se beneficiou da hipodermóclise. Trata-se de um estudo de caso retrospectivo com coleta de dados em impressos desenvolvidos para isto. A paciente de escolha apresentava câncer de endométrio, desde 1997, em tratamento clínico, cirúrgico e radioterápico. Estava internada, em mal estado geral, confusa, desidratada, com náuseas e vômitos frequentes, obstrução intestinal e uso de sonda naso-gástrica. Foi indicada a hipodermóclise contínua, com infusão de 2000ml de soro por 24h, para hidratação pela dificuldade de acesso venoso e contra-indicada a via oral. Os locais de punção foram: região anterior direita e esquerda do tórax, abdômen direito e esquerdo em sistema de rodízio a cada 72h. Observou-se equimose na região abdominal esquerda e importante edema à direita como intercorrências. A paciente não referiu dor ou desconforto. Observou-se resultado satisfatório com a utilização desta técnica, com melhora do turgor da pele, da confusão mental, diminuição da sensação de sede referida pela paciente, bem como aumento do débito urinário. Conclui-se pelos resultados que a hipodermóclise teve efeito benéfico e tem potencial para melhorar a qualidade de vida das pacientes oncológicas em cuidados paliativos merecendo ser amplamente estudada e divulgada.
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