Resumo
Os avanços tecnológicos têm beneficiado recém-nascidos e crianças com a implantação de cateteres centrais de inserção periférica (CCIP), no entanto, o uso destes dispositivos não está isento de complicações. As complicações locais ocorrem na forma de reações adversas ou traumas, influenciadas também pelas condições clínicas do paciente e a flebite mecânica pode ser uma das complicações. Este estudo tem por objetivo relatar a experiência de um caso em que a criança, em uma unidade pediátrica, que apresentou reação local, com hiperemia no trajeto venoso, imediata à implantação do dispositivo. Ao constatar o problema, optou-se pela manutenção do cateter, aplicação de compressas mornas e observação do trajeto venoso, levando em consideração que o cateter estava locado em veia cava superior, apresentava refluxo sanguíneo e fluxo adequado. Posteriormente, verificou-se que esta conduta é recomendada por protocolos internacionais de atendimento às complicações do uso deste dispositivo. Desta forma, torna-se fundamental a instituição e seguimento de protocolos assistenciais baseados em evidências científicas para padronizar condutas, melhorar a qualidade da assistência e diminuir as práticas empíricas.
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Copyright (c) 2016 Daniela Fernanda Santos, Giselli Cristina Rugolo Villela