Resumo
O objetivo foi avaliar a variação na reatividade sérica contra o painel de antígenos HLA
(%RCP) e a persistência de anticorpos específicos do doador (ADE) em 21 pacientes pré-sensibilizados que foram submetidos a transplante renal. O período de acompanhamento pós-transplante variou de 5 dias a 6 anos, com 76,2% dos casos com duração inferior a 12 meses. Três pacientes receberam enxertos de doadores aparentados e os demais de doadores falecidos. Todos apresentaram prova cruzada negativa e algum grau de PRA, incluindo anticorpos contra
antígenos do doador na avaliação pré-transplante.
Os anticorpos foram investigados utilizando a tecnologia Mutiplex Luminex com kits LABScreen Single Antigen e kits PRA, expressos como MFI (mediana da intensidade de fluorescência) e analisados utilizando o programa de computador EpVix. A persistência de anticorpos ADE ocorreu em 8 (66,7%) casos com anti-HLA classe I, com uma diminuição na MFI de até 35% em 4 deles. O RCP
permaneceu inalterado ou apresentou um ligeiro aumento (maior ou igual a 13 pontos percentuais). Em outros dois
casos, novos tipos foram desenvolvidos e o RCP aumentou em até 20 pontos percentuais. Para anticorpos contra antígenos de classe II, houve
persistência de todos, com aumento no valor de MFI. Em um caso, houve também o desenvolvimento de nova especificidade HLA-DR. A PCR aumentou em apenas um caso, apesar de não ter gerado novos anticorpos contra os antígenos do doador. Em conclusão, os dados sugerem que os anticorpos contra antígenos HLA classe II são mais difíceis de controlar após o transplante renal quando comparados aos direcionados contra HLA classe I.

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