Resumo
Estudos com infecção experimental em camundongos com a Cepa Y de Trypanosoma cruzi demonstraram no passado que os cromossomos 7, 11, 14, 17 e 19 têm importância na resistência à Doença de Chagas (Passos, 2003 e Graefe, 2003). Para entender a influência destes cromossomos em separado e a sua interação na resistência, foram produzidas linhagens consômicas a partir de camundongos isogênicos de fenótipo susceptível (A/J Unib) e resistente (C57BL/6 Unib). Os animais estão sendo desafiados com doses de 101, 102, 103 e 104 formas de parasitos para acompanhamento da parasitemia, mortalidade e sobrevivência. Os resultados obtidos até o momento indicam que os animais consômicos para o cromossomo 7 tiveram 65% de sobrevivência com 101 e 35% com 103 formas. O cromossomo 19 apresentou 20% de sobrevivência para a dose de 101. Consômicos para os cromossomos 11, 14 e 17 não sobreviveram. Porém, o cruzamento entre estas linhagens produziram os seguintes resultados: animais do Cr7 x Cr11 tiveram 5% de sobrevivência com dose de 103; Cr7 x Cr19 , 42% com 101 e até 5% com 104; Cr11 x Cr19, 15% de sobrevivência com 101. Pudemos concluir com estes resultados parciais que o cromossomo 7 tem a maior participação na resistência. Quando em interação com o cromossomo 19 parece levar a sobrevivência até doses maiores. O cromossomo 11, quando do cruzamento com os cromossomos 7 e 19 reduziu a sobrevivência dos animais com todas as doses.
Referências
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