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Rastreabilidade manual dos processos de limpeza, preparo e devolução para órteses, próteses e materiais especiais em um centro de material e esterilização de um hospital universitário
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Palavras-chave

Enfermagem
Esterilização
Infecção hospitalar
Gestão

Como Citar

MARCONATO, Rafael Silva; PIRES, Michelle Alves; ALMEIDA, Nelisa Abe da Cruz; SOUZA, Daniela Nunes de; MARCONATO, Aline Pergola. Rastreabilidade manual dos processos de limpeza, preparo e devolução para órteses, próteses e materiais especiais em um centro de material e esterilização de um hospital universitário. Resumo dos trabalhos do SIMTEC Simpósio dos Profissionais da UNICAMP, Campinas, SP, v. 8, n. 8.Eixo 1, p. e02201007, 2023. DOI: 10.20396/simtec.vi8.Eixo 1.7553. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/7553. Acesso em: 9 maio. 2026.

Resumo

Introdução: A limpeza de produtos para saúde (PPS) é vital para a segurança do paciente. As Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) apresentam desafios extras por serem consignadas, circularem entre instituições e possuírem design complexo. Conforme a RDC 15/2012, o fluxo desses materiais deve garantir limpeza rigorosa e rastreabilidade total. Objetivo: Descrever a criação de um formulário para rastreabilidade do processo de limpeza, preparo e devolução de OPME consignadas. Metodologia: Relato de experiência sobre a implantação de um instrumento de registro manual em um Centro de Material e Esterilização (CME) de um hospital universitário paulista. Resultados: Criado em maio de 2021, o formulário identifica o material, a empresa e registra cronologicamente as etapas de: recebimento, limpeza, secagem, preparo e limpeza pré-devolução. Cada etapa exige assinatura, carimbo e avaliação de sujidade. O documento é anexado à nota fiscal e, após a saída do material, validado pela enfermeira responsável. Em julho de 2021, dos 40 kits recebidos, 90% tiveram o registro completo. O instrumento detectou sujidade em 12,5% dos casos em diferentes etapas. A ferramenta permitiu ainda a investigação precisa de um evento adverso, possibilitando medidas educativas direcionadas. Conclusão: O formulário demonstrou ser uma ferramenta eficaz no monitoramento de pontos críticos e na gestão de fornecedores. Além de fortalecer a segurança do paciente, a iniciativa aumentou a corresponsabilidade da equipe e a valorização dos protocolos de limpeza no CME.

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Referências

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE (APECIH). Limpeza, desinfecção e esterilização de artigos em serviços de saúde. 4. ed. São Paulo: APECIH, 2021, 464 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC No 15, de 15 de março de 2012. Dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências. Diário Oficial da União [Internet]. 12 mar. 2012. Acesso em: 7 set. 2021.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DO CENTRO CIRÚRGICO, RECUPERAÇÃO E CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO (SOBECC). Diretrizes de práticas em enfermagem cirúrgica e processamento de produtos para saúde. 7. ed. São Paulo: SOBECC; 2017.

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Copyright (c) 2022 Rafael Silva Marconato, Michelle Alves Pires, Nelisa Abe da Cruz Almeida, Daniela Nunes de Souza, Aline Pergola Marconato