Resumo
Introdução e Objetivo: Embora avanços farmacológicos e o cateterismo intermitente tenham melhorado o prognóstico de crianças com uropatias, complicações como insuficiência renal e infecções recorrentes ainda ocorrem. Nesses casos, a derivação urinária surge como alternativa cirúrgica para redirecionar a drenagem da urina. O objetivo deste trabalho é descrever a elaboração de um protocolo de alta para crianças com derivações urinárias em um hospital universitário no interior de São Paulo. Metodologia: Estudo descritivo sobre a criação de um protocolo assistencial e material educativo para cuidados domiciliares. O conteúdo foi baseado em revisão de literatura e subdividido conforme os tipos de derivação pediátrica: nefrostomia, ureterostomia, cistostomia, vesicostomia, Mitrofanoff, técnica de Monti e irrigação de Malone. Resultados: O protocolo foi desenvolvido de forma multidisciplinar, envolvendo o Núcleo de Estomaterapia, pediatria, UTI pediátrica, nefrologia, cirurgiões e controle de infecção. Em parceria com a Educorp (Unicamp), foi oferecido um treinamento na modalidade de ensino a distância para os profissionais da instituição. O hospital agora dispõe de um roteiro sistematizado para orientar cuidadores desde a internação, uniformizando a linguagem e o manuseio das derivações. Conclusão: A elaboração do protocolo de alta e do material educativo, somada ao treinamento dos profissionais, estabeleceu um suporte essencial para famílias e pacientes. Essa padronização garante uma assistência mais segura, qualificada e eficiente, minimizando complicações pós-hospitalares e promovendo o sucesso terapêutico no domicílio.
Referências
Omar K. Et al. Urinary Diversion. In: Blandy's Urology, Third Edition2019 John Wiley & Sons Ltd. Published 2019 by John Wiley & Sons Ltd. P.448. 1.Barbosa et al. Is continent urinary diversion feasible in children under five years of age? Pediatric Urology - Int. braz j urol. 2009. 35 (4): 459-466. 3.Fernández-Cacho LM, Ayesa-Arriola R. Quality of life, pain and anxiety in patients with nephrostomy tubes. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2019;27:e3191

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