Resumo
Introdução/Objetivo: O Mercado Livre de Energia (ACL) permite que consumidores escolham seus fornecedores, em contraste com o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) das concessionárias. Em 2002, a Unicamp migrou o Campus Barão Geraldo para o ACL, sendo o primeiro órgão público brasileiro a adotar esse modelo. Este trabalho apresenta os resultados econômicos e a estrutura necessária para a manutenção dessa contratação. Metodologia: Como Agente junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a Unicamp é responsável por monitorar cenários e realizar liquidações financeiras. Para evitar custos com equipe interna especializada, a Universidade utiliza um representante contratado via prestação de serviços. A compra de energia é efetuada por meio de pregões na Bolsa Eletrônica de Compras (BEC-SP). Resultados: No período de 2015 a 2020, a Unicamp manteve uma estratégia de sobrecontratação para proteção contra o mercado de curto prazo, gerando excedentes liquidados financeiramente na CCEE. O ganho total da participação no ACL, em comparação às tarifas do ACR (bandeira verde), foi de 42,19%. Em valores nominais, a Universidade deixou de gastar R$ 51.720.105,16 em cinco anos. Conclusão: A migração ao ACL trouxe retornos financeiros expressivos e consolidados. Com a possível inclusão de novas unidades e o amadurecimento das relações entre comercializadoras e setor público, espera-se que a atratividade e os ganhos dessas operações aumentem ainda mais.
Referências
ANDRADE, Moacir T. de O. et. al. Contratação de energia e demanda nos Ambientes Livre e Regulado da Unicamp. In: Campus Sustentável: um modelo de inovação em gestão energética para a América Latina e o Caribe. Rio de Janeiro: Synergia, 2021, p. 104–213.

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