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Taxa de adequação de escala em relação ao número de atendimentos com verticalização de pacientes em uma Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) de adultos
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Palavras-chave

Gestão
Qualidade
Indicadores
Dimensionamento pessoal

Como Citar

GIANTOMASSI, Maria Carolina Merli et al. Taxa de adequação de escala em relação ao número de atendimentos com verticalização de pacientes em uma Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) de adultos. Resumo dos trabalhos do SIMTEC Simpósio dos Profissionais da UNICAMP, Campinas, SP, v. 8, n. 8.Eixo 1, p. e0220027, 2023. DOI: 10.20396/simtec.vi8.Eixo 1.7785. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/7785. Acesso em: 9 maio. 2026.

Resumo

Introdução/Objetivo: A Resolução COFFITO 444/2014 recomenda a proporção de um fisioterapeuta para cada 8 a 10 leitos em cuidados intermediários. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre a taxa de adequação (TA) dessa escala de trabalho com o número de atendimentos envolvendo verticalização (TV) e o uso de dispositivos respiratórios de suporte, como ventilação mecânica invasiva (VMI), não invasiva (VNI) e terapia de alto fluxo (TAF), em uma UCI de adultos do Hospital de Clínicas da Unicamp. Metodologia: Realizou-se um estudo retrospectivo via análise de banco de dados do Serviço de Fisioterapia do HC, abrangendo o período de janeiro a junho de 2022. Foram cruzados os indicadores de adequação da escala, taxa de verticalização e taxa de pacientes sob suporte respiratório (VMI, VNI e TAF). Resultados: Foram analisados 1.451 atendimentos. A TA da escala média foi de 67%, mantendo-se constante. Observou-se que, conforme a taxa de pacientes complexos (VMI, VNI, TAF) oscilava (de 36% em janeiro para até 63% em junho), a taxa de verticalização tendia a cair (de 21,2% para 9,7%). A limitação imposta pela escala de 10 leitos por profissional parece fixar o tempo de terapia em 30 minutos, tornando-a determinante na escolha das condutas. Conclusão: A adequação da escala permaneceu abaixo do recomendado e não apresentou relação direta com a verticalização. Entretanto, houve uma relação inversa entre a complexidade respiratória e a mobilização motora: quanto maior o número de dispositivos, menor a taxa de verticalização. Assim, a conduta respiratória prevaleceu sobre a motora no planejamento terapêutico.

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Referências

ROTTA, Bruna Peruzzo; SILVA, Janete Maria da; FU, Carolina; GOULARDINS, Juliana Barbosa; PIRES-NETO, Ruy de Camargo; TANAKA, Clarice. Relação entre a disponibilidade de serviços de fisioterapia e custos de UTI. J Bras Pneumol. 2018;44(3):184-189.

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Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). RESOLUÇÃO N° 444/2014.Brasília- DF: COFFITO; 2014. 2p.

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Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2022 Maria Carolina Merli Giantomassi, Simone Fernandes Davi Marques, Milena Antonelli, Erica Ferreira Santos Gastaldi, Bruna Scharlack Vian, Lígia dos Santos Roceto Ratti, Luciana Castilho Figueiredo, Marcelo Gustavo Pereira, Thayssa de Morais Oliveira, Fernanda Masi Galhardo, Vanessa Rossato de Oliveira