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Avaliação da taxa de adequação de escala em relação ao número de atendimentos com verticalização de pacientes em UTI adulto de um hospital público de alta complexidade
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Palavras-chave

Gestão
Qualidade
Indicadores
Dimensionamento pessoal

Como Citar

GIANTOMASSI, Maria Carolina Merli; MARQUES, Simone Fernandes Davi; ANTONELLI, Milena; GASTALDI, Erica Ferreira Santos; VIAN, Bruna Scharlack; RATTI, Lígia Santos Rocetto; FIGUEIREDO, Luciana Castilho. Avaliação da taxa de adequação de escala em relação ao número de atendimentos com verticalização de pacientes em UTI adulto de um hospital público de alta complexidade. Resumo dos trabalhos do SIMTEC Simpósio dos Profissionais da UNICAMP, Campinas, SP, v. 8, n. 8.Eixo 1, p. e0220016, 2023. DOI: 10.20396/simtec.vi8.Eixo 1.7792. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/7792. Acesso em: 9 maio. 2026.

Resumo

Introdução/Objetivo: A RDC 07/2010 recomenda a proporção de um fisioterapeuta para cada 10 leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), o que pode limitar as escolhas terapêuticas. Este estudo avaliou a relação entre a taxa de adequação (TA) dessa escala e o número de atendimentos com verticalização (TV) de pacientes adultos no Hospital das Clínicas da Unicamp, visando entender como a carga de trabalho influencia a mobilização precoce. Metodologia: Realizou-se um estudo retrospectivo via análise do banco de dados do Serviço de Fisioterapia do HC/Unicamp entre janeiro e junho de 2022. Foram cruzados os indicadores de gestão da taxa de adequação da escala (conforme a norma) e a taxa de atendimentos que envolveram a verticalização dos pacientes. Resultados: Foram analisados 5.841 atendimentos. Em janeiro, a TA foi de 50,5% e a TV de 8,11%. Nos meses seguintes, as taxas variaram de 64,2% (maior adequação) para 5,2% de verticalização, chegando a 42,2% de TA para 21,5% de TV em junho. Durante todo o período, a adequação da escala permaneceu abaixo de 65%. A proporção de 1:10 leitos parece fixar o tempo de assistência em cerca de 30 minutos por paciente, sendo insuficiente frente à recomendação da ASSOBRAFIR de 1:6 leitos para casos de alta complexidade. Conclusão: Os dados sugerem que não houve uma relação direta entre a adequação da escala e a escolha pela verticalização. Entretanto, evidenciou-se que a conduta respiratória prevalece sobre a motora. A sobrecarga de leitos por profissional atua como um fator limitante, priorizando cuidados respiratórios em detrimento de intervenções de mobilização mais complexas e demoradas.

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Referências

Rotta BP, Silva JM, Fu C, Goulardins JB, Pires-Neto RC, Tanaka C. Relação entre a disponibilidade de serviços de fisioterapia e custos de UTI. J Bras Pneumol. 2018;44(3):184-189

ASSOBRAFIR. Posicionamento da ASSOBRAFIR em relação à permanência obrigatória do fisioterapeuta 24 horas/dia na UTI. Disponível em :https://assobrafir.com.br/posicionamentoassobrafir/ . Acesso em 26 de fevereiro de 2017.

ANVISA. RESOLUÇÃO Nº 7. Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2010/res0007_24_02_2010.html. Acesso em 24 de fevereiro de 2010.

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Copyright (c) 2022 Maria Carolina Merli Giantomassi, Simone Fernandes Davi Marques, Milena Antonelli, Erica Ferreira Santos Gastaldi, Bruna Scharlack Vian, Lígia Santos Rocetto Ratti, Luciana Castilho Figueiredo