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Análise de consistência dos suplementos nutricionais padronizados na área de dietas enterais na Divisão de Nutrição e Dietética do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp para utilização em pacientes com disfagia
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Palavras-chave

IDDSI
Disfagia
Deglutição
Suplemento

Como Citar

GIORDANO, Luciane Cristina Rosim Sundfeld; IDE, Heidi Wanessa; ALMEIDA, Fernanda Chaparro de. Análise de consistência dos suplementos nutricionais padronizados na área de dietas enterais na Divisão de Nutrição e Dietética do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp para utilização em pacientes com disfagia. Resumo dos trabalhos do SIMTEC Simpósio dos Profissionais da UNICAMP, Campinas, SP, v. 8, n. 8.Eixo 2, p. e02200761, 2023. DOI: 10.20396/simtec.vi8.Eixo 2.8671. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/8671. Acesso em: 21 jan. 2026.

Resumo

Introdução: A deglutição possui grande importância na saúde do ser humano e a sua disfunção pode ocasionar a disfagia, definida como a dificuldade do transporte de alimentos da boca para o estômago. A disfagia pode levar à desnutrição e à desidratação, prejudicando as internações hospitalares, visto que pode ocorrer a broncoaspiração, ocasionando em aumento do tempo de internação, risco de mortalidade e baixa qualidade de vida do paciente. Objetivo: Este trabalho analisou a consistência dos suplementos nutricionais, através dos níveis do IDDSI (Iniciativa Internacional de Padronização de Dietas para Disfagia), a fim de implementar o uso aos pacientes disfágicos, para aumentar: hidratação, aporte calórico-protéico, além de facilitar o desmame da Terapia Nutricional Enteral (TNE) ou evitar o seu uso. Metodologia: Usamos suplementos com densidade calórica 1,0 e 1,5kcal/mL. Foi utilizado o teste de fluxo e classificação descritos no IDDSI³, o qual classifica os líquidos de acordo com os níveis de 0-7, sendo que trabalhamos apenas de 0-4. Nível 0- líquido <1mL restante na seringa (classificado como líquido fino após 10 segundos de fluxo); Nível 1- líquidos com 1-4mL restantes na seringa (classificado como líquido muito levemente espessado); Nível 2- líquidos com 4-8mL restantes na seringa (classificado como levemente espessado); Nível 3- líquidos com 8-10mL restantes na seringa (classificado como liquidificado moderadamente espessado); Nível 4- Foi utilizado o teste de deslizamento da colher, sobrando uma película fina ou nenhum resíduo nesse utensílio (classificado como pastoso extremamente espesso). Resultados: Os suplementos das marcas Fresenius® e Danone®, com 1,5kcal/mL, inicialmente possuem nível 1 como consistência (líquidos com 1 a 4mL restantes na seringa após os 10 segundos de fluxo). Ao utilizar 1 medida de espessante Espefor®, os suplementos atingiram o nível 3 e consistência Mel (líquidos com 8 a 10mL restantes na seringa). Ao utilizar 1,5 medida, os suplementos atingiram o nível 4 e consistência Pudim. Ao utilizar 2 medidas, o suplemento formou grumos, não sendo possível o uso para pacientes disfágicos. Já o suplemento enteral sem fibras da marca Fresenius®, 1,0kcal/mL, tinha como consistência inicial o nível 0; na sequência, atingiu o nível 2 e consistência Néctar com 1 medida de espessante; nível 3 e consistência Mel com 1,5 medidas de espessante; e nível 4 e consistência Pudim com 2 medidas de espessante. De acordo com os testes realizados, observa-se que mesmo com as medidas iguais do espessante, os níveis de consistências dos líquidos espessados podem variar conforme a densidade calórica. Com isso, a partir destes dados, elaboramos o Manual de Líquidos Espessados para Copeiros Hospitalares, o qual contém o tipo do produto, modo de preparo, consistência, nível esperado, valor nutricional do líquido e a foto da consistência a ser atingida. Conclusão: A partir do presente trabalho, foi possível identificar diferentes consistências dos suplementos nutricionais, a fim de beneficiar os pacientes disfágicos com o aumento da hidratação, aporte calórico-protéico e facilitar o desmame da Terapia Nutricional Enteral (TNE) via sonda ou evitar o seu uso. Como ferramenta de trabalho, elaboramos o Manual de Líquidos Espessados para Copeiros Hospitalares, o qual contém o tipo do produto, modo de preparo, consistência, nível esperado, valor nutricional do líquido e a foto da consistência a ser atingida.

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Referências

ALTMAN, K., YU, G., SCHAEFER, S. Consequence of Dysphagia in the Hospitalized Patient:impact on prognosis and hospital resources. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. Aug;136(8):784-9, 2010. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jamaotolaryngology/fullarticle/496626.

CICHERO, J.A.Y. et al. The Need for International Terminology and Definitions for Texture-Modified Foods and Thickened Liquids Used in Dysphagia Management: Foundations of a Global Initiative. Curr Phys Med Rehabil Rep 1, 280-291, 2013. Disponível em: www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3873065/.

INTERNATIONAL DYSPHAGIA DIET STANDARDISATION INITIATIVE (IDDSI). Portuguese final version post review IDDSI. 2016. Disponível em: https://iddsi.org/IDDSI/media/images/Translations/IDDSI_Testing_Methods_V1_PORTUGUESE_BRAZIL_FINAL_June2018.pdf.

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