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Monkeypox: atuação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do CECOM frente ao novo agravo
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Palavras-chave

Monkeypox
Atendimento primário de saúde
Vigilância epidemiológica

Como Citar

PEREIRA, Mayara de Freitas et al. Monkeypox: atuação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do CECOM frente ao novo agravo. Resumo dos trabalhos do SIMTEC Simpósio dos Profissionais da UNICAMP, Campinas, SP, v. 8, n. 8.Eixo 3, p. e02200986, 2023. DOI: 10.20396/simtec.vi8.Eixo 3.9489. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/eventos/index.php/simtec/article/view/9489. Acesso em: 10 mar. 2026.

Resumo

Introdução: Monkeypox virus (MPXV) é uma zoonose identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo. Antes restrita à África Central e Ocidental, espalhou-se pelo mundo, sendo introduzida no Brasil em maio de 2022. Desde a publicação do primeiro comunicado de risco da MPXV pelo Ministério da Saúde, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NVE) do Centro de Saúde da Comunidade - CECOM tem se atualizado sobre o novo agravo, e, cumprindo as normas sanitárias, adequou-se aos protocolos para viabilizar um atendimento seguro e eficaz, em busca da destreza na avaliação dos casos e da redução da propagação da doença. Objetivo: O objetivo deste trabalho é descrever o fluxo, desenvolvido pelo NVE CECOM, para atendimento, diagnóstico, notificação e acompanhamento dos casos suspeitos de MPXV. Metodologia: Estudo descritivo, documental e transversal que inclui a elaboração de fluxo e protocolo para o atendimento, diagnóstico e acompanhamento dos casos suspeitos de MPXV no CECOM, em consonância com os protocolos estaduais e municipais. Os dados apresentados foram extraídos do banco de dados e planilhas do NVE pela área de Tecnologia da Informação do CECOM, referentes ao período de 25/07/2022 a 31/08/2022. Resultados: A suspeita para MPXV no CECOM pode ocorrer quando o indivíduo relata sinais e sintomas ao Serviço de Atendimento ao Usuário; a um profissional durante atendimento no Centro de Testagem e Aconselhamento em ISTs; no Pronto Atendimento; ou a qualquer profissional durante a assistência. A partir da suspeita, prioriza-se a avaliação e o caso é discutido com a Vigilância Epidemiológica de referência (VISA/Norte), mantendo-se o paciente em isolamento em uma sala, onde permanecerá até o fim do atendimento. Se confirmada a suspeita, é realizada coleta de material utilizando-se um kit que foi criado possibilitando agilidade no atendimento, na notificação e na coleta de amostras. Esse fluxo poderá ser adaptado ao CECOM Limeira, nos atendimentos atuais e futuros (Figura 1). Os fluxos de atendimento disponibilizados pela VISA/Norte foram incorporados aos protocolos do CECOM e adaptados a esse serviço, com capacitação das equipes (Figura 2). Até o dia 31/08/2022, 5 casos suspeitos de MPXV foram notificados pelo CECOM. Destes, 2 foram descartados, 2 tiveram amostras laboratoriais negativas, e 1 caso foi confirmado. Todos foram monitorados até o resultado do exame (negativos) ou até a cura (positivo). No mesmo período, foi realizado o acompanhamento de 8 contatos dos casos suspeitos. Conclusão: O papel da equipe de Vigilância Epidemiológica é fundamental na execução de ações de controle de doenças e agravos. Neste sentido, frente ao cenário da MPXV, o engajamento da equipe do NVE na criação de fluxos e protocolos, em consonância com as diretrizes estaduais e municipais, corroboraram para o preparo prévio da equipe no enfrentamento deste novo agravo, permitindo o acolhimento correto dos pacientes e viabilizando a atuação com segurança de todos os profissionais do serviço.

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Referências

BRASIL. CVE. IAL. Alerta Epidemiológico nº 08/2022 - 22/07/2022 - Monkeypox - MPX Acesso em: 14 ago. 2022.

BRASIL. Departamento de Saúde - DS. Departamento de Vigilância em Saúde - DEVISA. Secretaria de Saúde. Prefeitura de Campinas. Fluxograma para atendimento de casos de monkeypox em serviços de saúde público e privado em Campinas/SP. Campinas: Edição 1, Julho/22. Acesso em: 15 ago. 2022.

BRASIL. Departamento de Vigilância em Saúde - DEVISA. Secretaria de Saúde. Prefeitura de Campinas. Assistência Laboratorial Campinas/SP - Varíola causada pelo vírus monkeypox (MPXV). Fonte com adaptação: Coordenadoria de Atenção Básica - Assistência Laboratorial, Coordenadoria de Vigilância em Saúde. Prefeitura de São Paulo - Edição 1. Acesso em: 16 ago. 2022

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