Resumo
Este ensaio analisa as razões do falhanço da transição ao comunismo tentada nas revoluções do século XX, não recuando perante uma critica direta a Karl Marx, cm particular ao influente esquema de transição presente na Crítica do Programa de Gotha. Sustenta-se que Marx foi demasiado optimista na avaliação do avanço da socialização do trabalho operada pela grande indústria no seu tempo. Parcialmente em resultado disso, os processos de transição ao comunismo tentados no século passado procuraram suprimir o funcionamento da lei do valor, quando não havia condições materiais para tal. Sustentar-se-á que, para além da socialização do trabalho em sentido "fraco", operada pela grande indústria, haverá que procurar um outro tipo de socialização do trabalho, que permitirá final-mente superar a divisão do trabalho que está na base das relações de apropriação privada. Essa socialização do trabalho em sentido "forte" será um produto do próprio processo de transição, realizada em condições de poder proletário.
Referências
NOVO, Ângelo. Novos rumos do comunismo. Crítica Marxista, São Paulo, Ed. Revan, v.1, n.22, 2006, p.75-96.

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