Resumo
No "texto-laboratório" das Formen, Marx tenta determinar as linhas abstratas do processo de desenvolvimento multilinear das formas de propriedade partindo da unidade natural do trabalhador com seus pressupostos materiais até a forma capitalista de privatização da propriedade. Ele coloca em ato uma abstração conceitual muito elevada que se serve em particular das categorias próprias à lógica hegeliana da reflexão, a qual só lhe permite conduzir adiante uma análise da "dialética" das formas de propriedade na sua abstração.Trata-se de uma dialética interna à transformação própria da reprodução, não de uma dialética supra-histórica e geral, típica de uma filosofia da história. A dialética marxiana não se apresenta como a lógica hegeliana que se desenvolve sobre urna base materialista, mas corno uma abstração heurística cujas implicações ontológicas e metodológicas devem ser levadas em consideração no que diz respeito a uma teoria marxista da história.
Referências
VANZULLI, Marco. Sobre a teoria marxiana da história nas “Formações econômicas pré-capitalistas”. Crítica Marxista, São Paulo, Ed. Revan, v.1, n.22, 2006, p.97-108.

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Copyright (c) 2006 Marco Vanzulli
