Resumo
Nos seus escritos dos anos trinta e quarenta, Lukács se refere várias vezes a Georges Sorel como um "romântico anticapitalista"; isto é, um crítico da sociedade burguesa inspirado por valores sociais ou culturais do passado. Essa definição é muito pertinente; mas é preciso acrescentar imediatamente que ela pode ser aplicada igualmente ao jovem Lukács dos anos 1908-1924. Na realidade, o romantismo anticapitalista é a chave que orienta as relações entre Lukács e o pensamento de Sorel. Ele é, aliás, a motivação principal da atração apaixonada por Sorel entre tantos pensadores que - como Benjamin, Korsch, Gramsci e Mariategui - procuraram reinterpretar o marxismo numa perspectiva romântico-revolucionária em ruptura com a doutrina evolucionista, positivista e materialista vulgar da II e da m Internacionais.
Referências
LÖWY, Michael. Georg Lukács e Georges Sorel. Crítica Marxista, São Paulo, Xamã, v.1, n.4, 1997, p.113-122.

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Copyright (c) 1997 Michael Löwy