“Doy fe”: la patrimonialización de la memoria oral en los cuadernos de registro del Museo del Colégio Mauá (1966-1970)
DOI:
https://doi.org/10.20888/v82x4a59Palabras clave:
Historia, Memoria Oral, Museo escolarResumen
Este artículo investiga una práctica documental singular en el ámbito del patrimonio histórico-educativo: el registro de narrativas orales como acervo museológico. El estudio se centra en los siete primeros cuadernos de registro (1966-1970) del Museo del Colégio Mauá (Santa Cruz do Sul/RS), que, bajo el título "Donaciones y Declaraciones", que se diferencian de otros instrumentos de asentamiento de acervos, ligados a la cadena operativa del proceso museológico. Los artefactos analizados presentan variadas formas de uso, funcionando, igualmente, para el registro de acervos materiales, de memorias y de salidas de campo. El análisis emprendido utilizó la metodología biografía de los objetos (Kopytoff, 2008), así como los aspectos intrínsecos y extrínsecos (Mensch, 1989) y la relación con la descripción densa (Geertz, 1978), todos fundamentados en el sustrato teórico y metodológico de la operación historiográfica (Certeau, 2017), del paradigma indiciario (Ginzburg, 1989), a partir del sesgo multidisciplinario posibilitado por los estudios de la Historia Cultural. Considerando los usos y las formas de registro localizadas en los artefactos, se parte del supuesto de que los escasos conocimientos museológicos y arqueológicos del periodo fueron determinantes para que los profesionales de la época, en su intento de realizar de la mejor forma su trabajo, hayan generado registros peculiares y/o singulares al ser analizados en relación con lo que, actualmente, está normatizado como práctica museológica. Los resultados de la investigación denotan la relevancia del material empírico estudiado y confirman el papel del museo en la patrimonialización de la memoria oral local.
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