Abstract
"Era como olhar as ruínas de uma cidade antiga, uma cidade marroquina com uma idade de dezenas de séculos, convulsionada por um terremoto ou por alguma outra catástrofe. Divisei um entrelaçamento confuso de ruas sinuosas entupidas de escombros e passagens estreitas (...). A meia distância, grandes muralhas estavam intactas, apoiadas por suportes ossificados. Havia aberturas escuras nas dilatadas paredes submersas - traços de fachadas ou de seteiras. A totalidade desta cidade flutuante inclinava-se de um lado para o outro como um navio que estivesse soçobrando, mergulhava e virava, com o sol lançando continuamente sombras que se moviam, que deslizavam entre as aléias em ruínas. De vez em quando uma superfície polida captava e refletia a luz."

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