Abstract
Ao deparar-nos com essa imagem de autor desconhecido e data não determinada mas presente na coleção de imagens do Museu do Índio - foto em chapa de vidro realizada por volta de 1910, grupo étnico Bororo - referente à Comissão Rondon colocamo-nos no desafio de analisá-la. Essa imagem acompanhou todo o percurso de minha pesquisa de doutoramento, estando exposta constantemente ao olhar indagativo do pesquisador e apareceu como uma síntese de toda a análise, mais do que isso, como a fotografia mais pertubadora de todas. Pode somente uma imagem sintetizar todo o esforço empreendido para tentar compreender o processo de significação das imagens na Comissão Rondon, mais de 1000 fotografias e quatro filmes analisados? Pode uma imagem estabelecer a teia de idéias e as análises da construção de uma imagem do índio realizada durante quase meio século? Se assim o for, de que valerá nosso esforço? Uma imagem-conceito traduziria univocamente uma teia de significações de milhares de imagens?

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