Resumen
Não basta vê-los escuros, como eles são aos olhos claros. É preciso torná-los disformes: máscaras. Seres humanos sim, mas desde que entre o grotesco e o horrendo. Se "o homem" em geral até pode ser "descendente do macaco", é o negro quem deve ser a prova disso, e a aparência entre um e outro precisa ser sempre reinventada, reevocada. Sujeitos da noite, que sejam a imagem dos símbolos das trevas, da escuridão sem a lua "branca e diáfana" dos tempos dos poetas e dos escravos, que a banhe de luz. Trazidos para serem servos, que o próprio corpo se antecipe em ser grosseiramente a evidência e, portanto, a justificativa da servidão: pouco inteligente, mas sem dúvida alguma forte e resistente para o trabalho braçal; ruim para os ofícios nobres do branco, inclusive os da guerra, mas afeito a qualquer esforço que ao branco não lhe pareça bem.

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