Resumen
El presente artículo propone aproximaciones entre las nociones de inconsciente óptico benjaminianas y las ideas de reducción fenomenológica descritas por Moles. El texto utiliza tales conceptos para explorar el universo de las fotografías científicas tradicionales - de fenómenos muy pequeños, muy distantes, excesivamente rápidos o notablemente lentos. Reconociendo que tales fenómenos no son visibles a partir de la óptica natural, el artículo construye una narrativa que revela cómo determinados métodos se adoptan en la aprehensión y en la visualización de fenómenos latentes, los cuales se presentan ellos mismos en escalas espacio-temporales distintas, observables apenas a la luz de las prótesis: mecanismos de hacer-ver.
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