Banner Portal
“O marxismo não é um historicismo”: acertos e limites de uma tese althusseriana
PDF

Palavras-chave

Marxismo
Historicismo
Estruturas sincrônicas
Althusser

Métricas

Como Citar

MARTINS, Maurício Vieira. “O marxismo não é um historicismo”: acertos e limites de uma tese althusseriana. Crítica Marxista, Campinas, SP, v. 19, n. 34, p. 67–85, 2012. DOI: 10.53000/cma.v19i34.19296. Disponível em: https://econtents.sbu.unicamp.br/inpec/index.php/cma/article/view/19296. Acesso em: 24 jan. 2026.

Resumo

“O marxismo não é um historicismo”, escreveu L. Althusser já nos anos 1960. Mesmo não sendo este um artigo focado apenas no filósofo francês, trazemos aqui seu mote para, a partir dele, fazer um movimento duplo. Num primeiro momento, discutiremos as efetivas insuficiências de uma abordagem apenas histórica para o entendimento da sociedade capitalista contemporânea. Porém, logo a seguir, sustentaremos que o puro rebaixamento teórico de uma análise histórica tampouco faz jus à complexidade do pensamento marxiano. Em síntese, nosso objetivo é tornar mais transparente o peculiar relacionamento entre estruturas sistemáticas e a história viva dos homens, relacionamento complexo, que não autoriza que se esvazie a importância de quaisquer de seus elementos constitutivos. Para tanto, será necessário o retorno a alguns aspectos nevrálgicos da argumentação do próprio Marx que, em nosso entendimento, ainda demandam análise.

PDF

Referências

ALTHUSSER, L. O marxismo não é um historicismo. In: ALTHUSSER, L.; BALIBAR, É.; ESTABLET, R.; MACHEREY, P.; RANCIÈRE, J. Para leer el capital. Mexico: Siglo Veintiuno Editores, 1969.

ALTHUSSER, L. Aparelhos ideológicos de Estado. In: Posições 2. Rio de Janeiro: Graal, 1980.

ALTHUSSER, L. Elementos de autocrítica. In: Posições 1. Rio de Janeiro: Graal, 2000.

COHEN, G. Forças produtivas e relações de produção. Crítica Marxista, São Paulo, n.31,p.63-82, 2010.

ENGELS, F. Carta a Bloch (21-22 de setembro de 1890). In: MARX, K; ENGELS, F. Obras escolhidas, v.3. São Paulo: Alfa-Ômega, s.d.

FERNANDES, F. A revolução burguesa no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1976.

GIANNOTTI, J. A. Contra Althusser. In: Exercícios de filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1975.

HEIDEGGER, M. Introdução à metafísica. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1987.

HEIDEGGER, M. Ser e tempo. Petrópolis: Vozes, 1989.

KOLAKOWSKI, L. Main currents of marxism. New York: WW Norton & Co., 2005.

LEVINE, N. Divergent paths: Hegel in marxism and engelsism. Lanham: Lexington Books, 2006.

LUKÁCS, G. Pensamento vivido. Santo André/Viçosa: Ad Hominem/Ed. UFV, 1999.

MARTINS, M. V. História e teleologia em Darwin e Marx: para entender um debate. Passagens: Revista Internacional de História Política e Cultura Jurídica. Rio de Janeiro, v.2, n.4, p.78-93, maio-agosto 2010.

MARX, K. Contribuição à crítica da economia política. São Paulo: Martins Fontes, 1977.

MARX, K. Grundrisse. São Paulo/Rio de Janeiro: Boitempo/Ed. UFRJ, 2011.

MARX, K. Letter to Editor of the Otecestvenniye Zapisky (11/1877). Disponível em: . Acesso em: junho 2011.

MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2004.

MARX, K. Miséria da filosofia. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1982.

MARX, K. O capital: crítica da economia política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980.

MARX, K; ENGELS, F. A ideologia alemã. Lisboa: Edições Avante, 1981.

MARX, K. The Communist Manifesto. In: Collected Works, v.6. London: Lawrence & Wishart, 1976.

MÉSZÁROS, I. Marx: a teoria da alienação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1981

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2012 Maurício Vieira Martins

Downloads

Download data is not yet available.