Resumo
As cotas surgem no contexto dos governos Reagan e Thatcher. O desmonte do Estado de Bem-Estar e sua substituição pelo neoliberalismo teve, como uma de suas contrapartidas ideológicas, a política de cotas que “compensasse” as desigualdades. O argumento neoliberal “mais ilustrado” a favor das cotas terminou se convertendo no nódulo central das muitas variações do corporativismo étnico típico do pósmodernismo: a relação entre as classes sociais não conteria em seu interior as desigualdades raciais, de tal modo que a superação da propriedade privada, da exploração do homem pelo homem não implicaria a superação histórica do racismo.
Referências
LESSA, Sérgio. Cotas e o renascimento do racismo. Crítica Marxista, Campinas, SP, v. 14, n. 24, p. 102–105, 2007. https://doi.org/10.53000/cma.v14i24.19597

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