Resumo
Ao falecer, em 1971, Georg Lukács deixou dois manuscritos intitulados Para a ontologia do ser social e os Prolegômenos à ontologia do ser social (respectivamente, a "grande" e a "pequena ontologia"). Como é sabido, o terreno da investigação ontológica foi o escolhido por Lukács para, no contexto contemporâneo, reafirmar as teses de Marx acerca da radical historicidade e sociabilidade do mundo dos homens e para demonstrar a possibilidade ontológica (que não deve ser confundida com possibilidade imediata) da revolução socialista. É difícil exagerar o caráter polêmico, nos dias em que vivemos, de uma tal démarche.
Referências
LESSA, Sérgio. O reflexo como “não-ser” na ontologia de Lukács: uma polêmica de décadas. Crítica Marxista, São Paulo, Xamã, v.1, n.4, 1997, p.89-112.

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Copyright (c) 1997 Sérgio Lessa
