Resumo
O texto busca qualificar o debate sobre possíveis impactos da redução da jornada de trabalho a partir da realização de simulações alternativas ao que é proposto por modelos ortodoxos. São considerados mecanismos de adaptação mais plausíveis, seja por meio do aumento da produtividade, novos postos de trabalho ou, de forma mais realista, uma combinação de ambos. Conclui-se que os efeitos econômicos da redução da jornada são determinados, principalmente, pela escolha dos mecanismos de transição e, portanto, pela correlação de forças e pela vontade política.
Referências
Barbosa Filho, F. H. (2025, 14 abril). Potenciais custos do fim da jornada 6x1. Blog do Ibre. https://blogdoibre.fgv.br/posts/potenciais-custos-do-fim-da-jornada-6x1
Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (CESIT). (2025). Boletim Trimestral: Mercado de Trabalho, segundo trimestre de 2025. https://pesquisa.ie.unicamp.br/wp-content/uploads/sites/62/2025/09/Boletim-trimestral-20252T.pdf
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). (2007). Reduzir a jornada de trabalho é gerar empregos de qualidade [Nota Técnica n. 57]. https://www.dieese.org.br/notatecnica/2007/notatec57JornadaTrabalho.pdf
Duque, D. (2024, 27 novembro). O impacto econômico imediato do fim da escala de trabalho 6x1. Blog do Ibre. https://blogdoibre.fgv.br/posts/o-impacto-economico-imediato-do-fim-da-escala-de-trabalho-6x1
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). (2025, março). Impactos socioeconômicos da redução da jornada de trabalho: fim da jornada 6x1. GEFE-FIEMG. https://www.fiemg.com.br/wp-content/uploads/2025/04/E202503_01_Impactos-Economicos-e-Sociais-_FIM-Jornada-6-x-1.pdf
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). (2024). Censo da Educação Superior 2023: divulgação dos resultados. Ministério da Educação. https://download.inep.gov.br/educacao_superior/censo_superior/documentos/2023/apresentacao_censo_da_educacao_superior_2023.pdf
Lavoie, M. (2014). Post-Keynesian economics: New foundations. Elgar.
Marx, K. (2017). O capital: Crítica da economia política. Livro I: O processo de produção do capital (2a ed.). Boitempo. (Livro originalmente publicado em 1867).
Robinson, J. (1969). The economics of imperfect competition (2a ed.). Palgrave Macmillan.
SEMESP. (2025). Mapa do ensino superior (15a ed.). Instituto SEMESP. https://www.semesp.org.br/mapa/edicao-15/brasil/
Steindl, J. (1976). Maturity and stagnation in American capitalism (2a ed.). Blackwell & Monthly Review Press. (Trabalho original publicado em 1952).
Sylos-Labini, P. (1971). La théorie des prix en régime d’oligopole et la théorie du développement. Revue d’Économie Politique, 81(2), 244–272.
Teixeira, M., Saliba, C., Oliveira, C. L., & Bombo, L. (2025). O Brasil está pronto para trabalhar menos: a PEC da redução da jornada e o fim da escala 6x1. [Nota de Economia n. 13]. Transforma, Instituto de Economia, UNICAMP. https://transformaeconomia.org/wp-content/uploads/2025/04/NT13-PT.pdf

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Copyright (c) 2025 Marilane Oliveira Teixeira, Clara Mendonça Saliba, Caroline Lima de Oliveira, Lilia Bombo Alsisi
