Abstract
This study analyzes the proposal to reduce the workweek from 44 to 40 hours in Brazil, focusing on the end of the “6x1 schedule”. It begins with a review of the literature and an analysis of OECD data, as well as recent experiences with workweek reductions in some countries. The data indicate a negative correlation between long work hours and productivity; and the experiences analyzed reveal that productivity remains stable or increases and workers’ well-being improves following a reduction in working hours. Regarding the argument that such a reduction would jeopardize employment levels, it is demonstrated that high-productivity sectors in Brazil already operate with workweeks of up to 40 hours. Furthermore, reducing the average workweek can help reduce inequalities, since workers with longer hours earn lower hourly wages. It is concluded that reducing the legal workweek represents a
necessary step forward for society, with potential simultaneous gains in both the productive and social dimensions.
References
4 Day Week UK Pilot. (2023). The results are in: The UK's four-day week pilot. 4 Day Week Global. https://autonomy.work/wp-content/uploads/2023/02/The-results-are-in-The-UKs-four-day-week-pilot.pdf
Assunção, A. A., & Resende, R. A. (2026, 5 fev.). Tempo para aprender, tempo para viver. [Dossiê Fim da Escala 6x1 e Redução da Jornada de Trabalho, artigo 25], DTM em Debate. https://www.dmtemdebate.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Artigo-25.pdf
Autonomy. (2021). Going public: Iceland's journey to a shorter working week. Autonomy Institute. https://autonomy.work/portfolio/icelandsww/
Barbosa Filho, F. H. (2025). Potenciais custos do fim da jornada 6×1. Fundação Getulio Vargas (FGV); Instituto Brasileiro de Economia (IBRE). https://ibre.fgv.br/observatorio-produtividade/artigos/potenciais-custos-do-fim-da-jornada-6x1
Bardasi, E., & Gornick, J. C. (2008). Women and part-time employment: workers’ ‘choices’ and wage penalties in five industrialized countries. [LIS Working Paper n. 223], Luxembourg Income Study.
Barnes, A., & Jones, S. (2020). The 4 day week: How the flexible work revolution can increase productivity, profitability and well-being, and help create a sustainable future. Piatkus.
Berg, J., Burgard, S., & Moussa, J. (2022). Working time choices for the 21st century: Normative frameworks and policy recommendations. Geneva: International Labour Office.
Bridi, M. A. (2009). Trabalhadores dos anos 2000: o sentido da ação coletiva na fábrica de nova geração. LTr.
Calvete, C. S. (2026, 23 jun.). A produtividade do trabalhador brasileiro é muito alta! DTM em Debate, Democracia e Mundo do Trabalho. https://www.dmtemdebate.com.br/a-produtividade-do-trabalhador-brasileiro-e-muito-alta/
Cardoso, A. C. M. (2009). Tempos de trabalho, tempos de não trabalho: Disputas em torno da jornada do trabalhador. Annablume.
Cardoso, A. C. M., et al. (Orgs.). (2026a). Disputas políticas em torno do tempo de trabalho no Brasil e no mundo. Cirkula.
Cardoso, A. C. M., et al. (Orgs.). (2026b). O tempo de trabalho analisado a partir de uma perspectiva interseccional e setorial. Cirkula.
Cardoso, A. C. M., et al. (Orgs.). (2026c). Tempo de trabalho e a saúde laboral e do planeta. Cirkula.
Cardoso, A. C. M., et al. (Orgs.). (2026d). Jornadas extensas e escalas desiguais. Cirkula.
Carneiro, T. L., & Ferreira, M. C. (2008). Redução de jornada melhora a qualidade de vida no trabalho? Revista Psicologia Organizações e Trabalho, 7(1), 131–158. https://pepsic.bvsalud.org/pdf/rpot/v7n1/v7n1a07.pdf
Collewet, M., & Sauermann, J. (2017). Working hours and productivity. Labour Economics, 47, 96–106. https://doi.org/10.1016/j.labeco.2017.03.006
Colombi, A. P. F., Krein, J. D., & Teixeira, M. (2022). Tempo de trabalho e tempo de vida: As disputas em torno do tempo e os crescentes desafios do sindicalismo. In S. Dal Rosso et al. (Orgs.), O futuro é a redução da jornada de trabalho. CirKula.
Costa, J. S. M., Pateo, F. V., Lima, J. F. de, & Fernandes, L. V. (2026). Redução da jornada de trabalho no Brasil: evidências sobre atratividade do emprego com carteira assinada. (Texto para Discussão n. 3218). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/990776f9-c5d3-415b-a6f1-444782f48c91
Dal Rosso, S. (2008). Mais trabalho: A intensificação do labor na sociedade contemporânea. Boitempo.
Dal Rosso, S., & Cardoso, A. C. M. (2026). Intensidade do trabalho: Questões conceituais e metodológicas. Sociedade e Estado, 30(3), 631–650. https://doi.org/10.1590/S0102-69922015.00030003
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). (2007). Reduzir a jornada de trabalho é gerar empregos de qualidade. [Nota Técnica, n. 57], Dieese. https://www.dieese.org.br/notatecnica/2007/notatec57JornadaTrabalho.pdf
Dammerer, Q., & List, L. (2026). A century of weekly working time reductions: A systematic literature review and meta-analysis. [INEQ Working Paper, No. 35], WU Vienna University of Economics and Business. https://doi.org/10.57938/fed0d591-44d9-4f05-991e-049335225902
Duque, D. (2024, 27 nov.). O impacto econômico imediato do fim da escala de trabalho 6×1. Fundação Getulio Vargas (FGV); Instituto Brasileiro de Economia (IBRE). https://blogdoibre.fgv.br/posts/o-impacto-economico-imediato-do-fim-da-escala-de-trabalho-6x1
Estevão, M., & Sá, F. (2008). The 35-hour workweek in France: Straightjacket or welfare improvement? Economic Policy, 23(55), 418–463. https://doi.org/10.1111/j.1468-0327.2008.00204.x
Eurofound. (2015). Sexto inquérito europeu sobre as condições de trabalho. European Foundation for the Improvement of Living and Working Conditions. https://www.eurofound.europa.eu/en/surveys-and-data/surveys/european-working-conditions-survey/ewcs-2015
Eurofound. (2023). Working time in 2021–2022. European Foundation for the Improvement of Living and Working Conditions. Publications Office of the European Union. https://www.eurofound.europa.eu/en/publications/all/working-time-2021-2022
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). (2025). Impactos socioeconômicos da redução da jornada de trabalho: Fim da jornada 6×1. https://www.fiemg.com.br/wp-content/uploads/2025/04/E202503_01_Impactos-Economicos-e-Sociais-_FIM-Jornada-6-x-1.pdf
Fonseca, M. S. M. (2012). Redução da jornada de trabalho: Fundamentos interdisciplinares. LTr.
Gajendran, R. S., & Harrison, D. A. (2021). The good, the bad, and the unknown about telecommuting: Meta-analysis of psychological mediators and individual consequences. Journal of Applied Psychology, 106(3), 389–412.
Galiza, M., Gonzalez, R., & Silva, S. P. (2011). Debatendo a dicotomia formal/informal: Em busca de uma interpretação sistêmica do mercado de trabalho brasileiro. In R. V. Oliveira, D. Gomes, & I. Targino (Orgs.), Marchas e contramarchas da informalidade do trabalho. Editora UFPB.
Gethin, A., & Saez, E. (2024). Working hours around the world. The Quarterly Journal of Economics, 139(2), 1234-1289. https://doi.org/10.1093/qje/qjag030
Gomes, M. R., Souza, S., Ferreira, C. R., & Nascimento, S. P. do. (2018). Redução da jornada de trabalho e o impacto no emprego brasileiro. Ciências do Trabalho, (10), 1–23. https://rct.dieese.org.br/index.php/rct/article/view/156
Gomes, M. R., Souza, S., Ferreira, C. R., & Nascimento, S. P. do. (2018). Redução da jornada de trabalho e o impacto no emprego brasileiro. Ciências do Trabalho, (10), 1–23. https://rct.dieese.org.br/index.php/rct/article/view/156
Gonzaga, G., Menezes Filho, N. A., & Camargo, J. M. (2003). Os efeitos da redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais em 1988. Revista Brasileira de Economia, 57(2), 369–400. https://doi.org/10.1590/S0034-71402003000200003
Goh, J., Pfeffer, J., & Zenou, S. (2022). Workplace stressors and health outcomes: A meta-analysis. American Journal of Public Health, 112(3), e1–e12.
Grimshaw, D., & Rubery, J. (Eds.). (2022). Working time and development: Global and gender perspectives. Edward Elgar Publishing.
Heinen, V. L., & Freitas, F. N. (2026). Impactos econômicos e redistributivos da redução da jornada de trabalho no Brasil: uma abordagem a partir da Matriz de Contabilidade Social. (Texto para Discussão, n. 15). Instituto de Economia, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
International Labour Organization (ILO). (2023). Working time and work–life balance around the world. https://www.ilo.org/publications/working-time-and-work-life-balance-around-world
Kossek, E. E., Perrigino, M. B., & Lautsch, B. A. (2023). Work-life flexibility policies from a boundary control and implementation perspective: A review and research framework. Journal of Management, 49(6), 2062–2108. https://doi.org/10.1177/01492063221140354
Krein, J. D., & Teixeira, M. (2014). As controvérsias das negociações coletivas nos anos 2000 no Brasil. In V. Oliveira et al. (Orgs.), O sindicalismo na era Lula: Paradoxos, perspectivas e olhares (pp. 213-246). Fino Traço.
Machado, C. (2024, 18 nov.). Consequências não desejáveis do fim da escala 6×1. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/cecilia-machado/2024/11/consequencias-nao-desejaveis-do-fim-da-escala-6x1.shtml
Medeiros, M., & Pinheiro, L. S. (2018). Desigualdades de gênero em tempo de trabalho pago e não pago no Brasil. Sociedade e Estado, 33(1), 161–187. https://doi.org/10.1590/s0102-699220183301007
Messenger, J. (2018). Working time and the future of work. ILO.
Mocelin, D. G. (2011). Redução da jornada de trabalho e qualidade dos empregos: Entre o discurso, a teoria e a realidade. Revista de Sociologia e Política, 19(38), 101–119. https://doi.org/10.1590/S0104-44782011000100007
Nogueira, M.O., & Carvalho, S.S. (2021). Trabalho precário e informalidade: Desprecarizando suas relações conceituais e esquemas analíticos. [Texto para Discussão, n. 2707], Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/9b5fe807-53ac-44e5-9a00-369b705823f3
Olivar, M. S. P. (2026). Escala 6×1 e a saúde de trabalhadoras e trabalhadores. In A. C. M. Cardoso et al. (Orgs.), Tempo de trabalho e a saúde laboral e do planeta. Cirkula.
Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). (2025). Compendium of productivity indicators 2025. OECD Publishing. https://www.oecd.org/en/publications/oecd-compendium-of-productivity-indicators-2025_b024d9e1-en.html
Pateo, F. V., Melo, J. S., & Ciríaco, J. S. (2026). Mudanças na jornada e na escala de trabalho: Elementos empíricos para o debate. [Nota Técnica, n. 123], Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/2b1afaf5-27b2-4e47-83d2-c43c657b6c91
Pencavel, J. (2015). The productivity of working hours. The Economic Journal, 125(587), 2052–2076. https://doi.org/10.1111/ecoj.12166
Perlow, L. A. (2020). The power of time off: How disconnecting from work can make you more productive. Harvard Business Review Press.
Porter, M. E. (1993). A vantagem competitiva das nações. Campus.
Sánchez, R. (2013). Do reductions of standard hours affect employment transitions? Evidence from Chile. Labour Economics, 20, 24–37. https://doi.org/10.1016/j.labeco.2012.10.001
Silva, S. P. (2011). Análise da percepção social dos trabalhadores ocupados e desocupados sobre trabalho e renda no Brasil. In F. Schiavinatto (Org.), Sistema de indicadores de percepção social (SIPS). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Silva, S. P. (2020). A inclusão produtiva como eixo de política de proteção social: Contexto latino-americano e questões para a realidade brasileira. [Texto para Discussão, n. 2605], Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). https://repositorio.ipea.gov.br/server/api/core/bitstreams/8cf5efbe-da1a-4e16-b5db-8b040f5e4dcf/content
Sonnentag, S., & Fritz, C. (2020). Recovery and well-being at work: The role of psychological detachment, relaxation, mastery, and control. Journal of Management, 46(5), 723–750.
Souza, R. H. C. (2024). Escravidão contemporânea: A escala 6×1 no Brasil. Editora Processo.
Souza, P. F., & Hecksher, M. (2026). Pobreza e desigualdade no Brasil no curto e no longo prazo. (Nota Técnica, n. 120). Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19610
Standing, G. (2011). The precariat: The new dangerous class. Bloomsbury Academic.
TimeCamp. (2025, March 18). Hours worked vs. productivity: Less is more? https://www.timecamp.com/blog/hours-worked-vs-productivity-why-more-hours-dont-equal-more-output/
Ulyssea, G. (2024, 17 nov.). PEC da escala de trabalho pode gerar efeito oposto. O Globo. https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2024/11/pec-da-escala-de-trabalho-pode-gerar-efeito-oposto.ghtml
Visual Capitalist. (2026, April 14). Ranked: The most productive countries in the world. https://www.visualcapitalist.com/ranked-where-workers-generate-the-most-gdp-per-hour/
Vickery, C. (1977). The time-poor: A new look at poverty. Journal of Human Resources, 12(1), 27–58. https://doi.org/10.2307/145597
Will-Straw, D., et al. (2021). Going shorter: Lessons from Iceland's four-day week trials. Autonomy.

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Copyright (c) 2026 Sandro Pereira Silva
