Educação Patrimonial e Interpretação do Patrimônio: estratégias em Instituições de Ciência e Tecnologia
DOI:
https://doi.org/10.20888/hpgx4436Palavras-chave:
Valorização do Patrimônio Cultural, Educação Patrimonial, Interpretação do PatrimônioResumo
O presente artigo analisa estratégias de interpretação do patrimônio no Brasil, com enfoque em iniciativas desenvolvidas por instituições de ciência e tecnologia na cidade do Rio de Janeiro. A relação entre Educação e Patrimônio Cultural remonta ao início da política patrimonial brasileira, embora a expressão Educação Patrimonial tenha se consolidado no país a partir da década de 1980. Desde então, o conceito vem sendo revisitado e ressignificado à luz de abordagens críticas que compreendem o patrimônio cultural como uma construção social. Nessa perspectiva, as ações educativas devem contribuir para que diferentes grupos sociais se apropriem de seu patrimônio cultural e atuem como protagonistas nos processos de produção, valorização e preservação desse patrimônio. A interpretação do patrimônio constitui um processo comunicativo e educativo voltado à mediação entre os bens culturais e seus públicos, promovendo a compreensão dos significados a eles atribuídos e possibilitando sua ressignificação. Sua eficácia está associada à capacidade de estimular a participação ativa dos públicos, favorecer a construção de sentidos e promover reflexões sobre questões históricas, culturais, sociais e identitárias. A investigação fundamenta-se em metodologia qualitativa, baseada na revisão de literatura e na análise de estudos de caso, com o objetivo de discutir os desafios e as potencialidades de diferentes recursos interpretativos para a construção dialógica da comunicação patrimonial.
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