El paisaje urbano en la obra literaria Belém do Grão-Pará como instrumento de memoria del patrimonio histórico cultural
DOI:
https://doi.org/10.20888/ridphe_r.v11i00.20281Palabras clave:
Patrimonio cultural, Paisaje urbano, Belém do ParáResumen
Este artículo presenta los resultados de una investigación sobre las representaciones literarias del paisaje urbano en Belém do Grão-Pará, de Dalcídio Jurandir, y su relación con el patrimonio cultural de la ciudad de Belém. Publicada en 1960, la novela presenta un retrato de la capital de Pará a principios del siglo XX, explorando elementos urbanos y culturales como el Complejo Ver-o-Peso y la Praça da República. A partir de la narración del joven Alfredo, el protagonista, la novela construye una lectura simbólica de la ciudad, integrando aspectos históricos, sociales y culturales que moldean la identidad colectiva. La investigación se basa en referencias teóricas de los estudios sobre paisaje, memoria y patrimonio, a partir de autores como Lynch (1988), Goya (1992) y Tuan (1980). Estos conceptos sustentan el análisis del papel de la literatura en la interpretación y preservación del patrimonio cultural, mostrando cómo la narrativa de Dalcídio trasciende el tiempo al destacar la importancia de los paisajes urbanos como lugares de memoria y pertenencia. Los resultados muestran que la obra de Jurandir contribuye significativamente a la valorización de los bienes culturales de Belém, destacando la tensión entre modernización y tradición en el contexto amazónico. La literatura, en este sentido, emerge como una herramienta educativa y de salvaguarda del patrimonio, sensibilizando a los lectores sobre la importancia de la preservación. La conclusión es que la integración de la literatura y el paisaje urbano es esencial para comprender las dinámicas culturales e históricas, y constituye un valioso recurso para la educación patrimonial y la valorización de la memoria colectiva.
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