Resumo
Como dizia Lévi-Strauss em 1960: "A antropologia pratica um corte perpendicular que a obriga a considerar simultaneamente todos os níveis" de uma cultura específica. Seguindo ao pé da letra esse delineamento da antropologia social, pretendo apresentar aqui um estudo de antropologia visual do corpo que toma como objeto de estudo alguns usos sociais do cabelo megahair no contexto particular de Salvador, na Bahia. Consciente da parcelização que resulta da diversidade das problemáticas próprias a cada campo de pesquisa, pretendo colocar aqui em evidência certas lógicas estético-sociais através das quais pode-se esboçar uma leitura das identidades sociais baianas em relação à aparência física e ao preconceito capilar. O objetivo deste trabalho é mostrar de que modo a construção da aparência põe em jogo as características de uma cultura e de uma história específicas, na medida em que qualquer diferença de identidade oferece uma superfície visível ao olhar social.

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