Resumen
Este ensayo recorre cuatro momentos del arte brasileño contemporáneo — Trouxas Ensanguentadas (1970), de Artur Barrio; O Corpo é a Obra (1970), de Antonio Manuel; Vaca (H=c/M=c) (1994), de Laura Lima; y La Bête (2017), de Wagner Schwartz— para investigar el cuerpo como campo de disputa en los regímenes históricos de lo sensible. Desde la represión de la dictadura hasta la guerra cultural digital, la carne aparece como un territorio político donde se enfrentan la censura, la normalización y el pánico moral. Al desplazar el lugar del cuerpo en la ciudad y en la institución, estas obras reconfiguran el derecho a aparecer en el espacio público y tensionan las jerarquías que organizan lo visible, afirmando el arte como una práctica de resistencia frente a las capturas morales e ideológicas contemporáneas.
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